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“Aqui no Brasil, esses jovens têm licença para matar”, diz Major Olímpio

Discurso do senador é um dos mais comentados nas redes sociais nesta quarta (13)

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 13 mar 2019, 18h14 - Publicado em 13 mar 2019, 14h50

No início da tarde desta quarta (13), o senador Major Olímpio, um dos maiores apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, discursou na Câmara afirmando que o massacre na escola estadual Professor Raul Brasil em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, teria sido evitado caso os funcionários da escola estivessem com armas.

“Se tivesse um cidadão com arma regular dentro da escola, professor, servente, um policial militar aposentado, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia. Vamos, sem hipocrisia, chorar os mortos e discutir a legislação, e onde estamos sendo omissos”, disse.

O assunto polemizou e se tornou um dos mais comentados nas redes sociais. O senador conversou sobre a polêmica com a VEJA SÃO PAULO. Leia a seguir:

Muitos criticaram a sua fala sobre o massacre, afirmando que foi politicagem discursar no dia do caso. Ainda acredita que hoje foi mesmo um bom dia para esse debate?

Sou policial há mais de quarenta anos e desde sempre defendi o direito dos cidadãos se defenderem. Sempre fiz esse discurso. Hoje houve o massacre e é importante debatê-lo, falar sobre a importância da revogação do estatuto do desarmamento e a redução da maioridade penal.

Mas a revogação do desarmamento facilitaria o acesso a armas e, consequentemente, aumentaria esse tipo de crime, não?

De jeito nenhum. Quem quer matar não precisa de autorização para se armar. O bandido vai lá, consegue seu revólver e comete seu crime. Prova disso é que existem milhões de armas clandestinas circulando pelo país. Enquanto isso, os cidadãos que seguem a lei não conseguem se defender. Um professor poderia ter detido esse massacre. Mas esses garotos foram lá e conseguiram as armas. Eram adolescentes e, por isso, defendo a redução da maioridade. Aqui no Brasil, esses jovens são como o 007 e têm licença para matar.

O senhor acredita que o episódio vai acelerar a tramitação da lei no Congresso?

Espero que sim e que sensibilize os deputados, mas acredito que vá seguir o trâmite normal.  Não dá para ficar prostrado diante de uma tragédia como essa.

A seguir, a repercussão da fala de Major Olímpio nas redes sociais:

 

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