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Após repercussão, polícia pede prisão de procurador que agrediu chefe

Homem desferiu socos e chutes contra superior dentro da prefeitura de Registro

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 22 jun 2022, 16h20 - Publicado em 22 jun 2022, 16h17

O procurador Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, funcionário público da prefeitura de Registro, no interior do estado, que na última segunda-feira (20) agrediu covardemente a sua chefe, a procurador-geral Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39 anos, teve a prisão preventiva solicitada à Justiça pela Polícia Civil.

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Após ter dado socos no rosto e vários chutes em Gabriela, Demétrius chegou a se apresentar em uma delegacia confessando o crime, porém, foi liberado pelo delegado Fernando Carvalho Gregório, do 1° Distrito Policial de Registro. Após a repercussão do caso, outro agente, o também delegado Daniel Vaz da Rocha, da mesma delegacia, determinou pelo pedido de prisão.

Segundo o documento encaminhado à 1ª Vara Criminal da cidade, que reuniu fotos e vídeos da agressão, Demetrius vinha apresentado sérios problemas de relacionamento com mulheres no ambiente de trabalho. “Sendo que, em liberdade, expõe a perigo a vida delas, e consequentemente, a ordem pública.”

O caso chegou ao conhecimento do governador Rodrigo Garcia (PSDB). “Que a Justiça faça a sua parte e puna todo e qualquer covarde que agrida uma mulher”, afirmou.

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O Ministério Público Estadual designou dois promotores para cuidar do assunto. Antes disso, a prefeitura de Registro já havia determinado o afastamento, por 30 dias, do procurador.

Relembre o caso

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O covarde espancamento aconteceu perto as 17h da última segunda-feira (20) dentro do local onde Demétrius e Gabriela trabalhavam, na sede da prefeitura de Registro. Imagens da agressão mostram Demétrius xingando e desferindo vários socos contra a colega e inclusive chega a derrubá-la no chão. Mesmo caída, Gabriela continua sendo agredida com pontapés. Ao levantar, leva mais um soco no olho. Outras colegas da procuradora-geral tentam conter Demétrius, sem sucesso. Com a ajuda de colegas, ela consegue se trancar  numa sala e Demétrius acaba sendo contido por dois homens que ouviram os gritos.

Em depoimento à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Gabriela afirmou que Demétrius vinha apresentando atitude grosseira contra uma funcionária da unidade. Ao ser questionado a respeito, no dia 30 de maio, ele foi ríspido na resposta e a expulsou da sala.

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A procuradora-geral pediu à Secretaria de Administração, responsável por cuidar da situação dos funcionários públicos, a abertura de processo disciplinar para averiguar  o comportamento do colega. O  nome dos integrantes da comissão responsável pelo processo foram divulgados no Diário Oficial da cidade de Registro na última segunda. Gabriela disse em seu depoimento à polícia que este teria sido o motivo que pode ter justificado as agressões do colega.

Após a agressão, o procurador se apresentou espontaneamente à polícia e confessou ter espancado a colega. Mesmo assim, saiu pela porta da frente, já que o delegado responsável não julgou ser necessária nenhuma medida a respeito além do registro da ocorrência.

Gabriela tentará na Justiça uma medida protetiva. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o prefeito Nilton Hirota (PSDB) ser totalmente contra qualquer tipo de violência. “Venho manifestar toda a minha indignação contra o ato execrável e abominável”, afirmou.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa do procurador.

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