Alunos promovem rifa e arrecadam 400 reais para professor

Bruno Rafael Paiva é docente temporário no Ceará e não recebe salário regularmente

O professor de artes Bruno Rafael Paiva, que leciona de forma temporária na escola Balbina Viana Arrais, em Brejo Santo, Ceará, foi surpreendido pelos alunos assim que entrou na sala, na última terça-feira (15).

Sem receber os salários dos últimos dois meses devido a questões burocráticas, Paiva ganhou 400 reais dos estudantes, que promoveram uma rifa na cidade para arrecadar o valor.

Ao saber que a quantia lhe seria entregue, o professor caiu no choro e foi abraçado pelos alunos.

O vídeo que foi compartilhado em sua página no Facebbok recebeu mais de 4,7 milhões de visualizações.

 

No dia da homenagem, o professor publicou um texto em que dizia morar de favor e entrar em depressão ao saber que o salário do mês não seria depositado naquela data.

Vida de professor não é fácil. O estado faz você trabalhar muito para receber tudo de uma vez e você precisa segurar as pontas sozinho. Esse mês quando vi que não ia receber depois de um mês e meio de trabalho, vi tudo ficar preto, afundei na depressão preocupado e perdido sem saber como ia pagar as contas e ajudar minha família que está de mudança e com muitas das barreiras da vida.

Esses alunos ficaram sabendo da minha situação financeira, minha dificuldade pra continuar na escola e por estar até dormindo em local emprestado já que não sou da cidade de Brejo Santo, e sem me contar nada, correram atrás de comprar uma cesta da Cacau Show, fazer uma rifa, correr que nem doidos para poder vender todas na escola e arrecadar 400 reais para me ajudar”, postou.

Depois da repercussão, o professor de artes publicou na sexta (18) outro texto afirmando que o Estado do Ceará paga os funcionários em dia, exceto quando os docentes substitutos, como é seu caso, precisam enviar a documentação para se cadastrar no sistema.

Infelizmente sou professor substituto. Estou cobrindo licença de outra amiga. E a licença tem uma burocracia enorme de receber licença, anexar no sistema, mandar documentos do novo professor, receber documentos, depois criar e mandar contrato do professor, assinar contrato, pra anexar no sistema, e por fim colocar o nome do professor na folha de pagamento do mês. Essa burocracia enorme e lamentável é algo que está em todo sistema do nosso país”.

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