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Sob vaias, secretário recebe prêmio de gestão hídrica no lugar de Alckmin

Benedito Braga foi alvo de protesto de grupos ambientalistas durante premiação na Câmara Municipal 

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 5 dez 2016, 11h59 - Publicado em 14 out 2015, 09h12

O secretário de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, foi vaiado na noite desta terça (13), ao representar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante uma cerimônia em Brasília que premiava a boa gestão de recursos hídricos. Manifestantes subiram ao palco portando faixas com os dizeres “torneira seca” e “procura-se”.

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O governador, apesar de confirmar presença, não compareceu à Câmara. As manifestações foram organizadas pelos grupos Greenpeace, Juntos! e Minha Sampa. “O prêmio que ele merecia receber era o torneira seca, porque falta água em São Paulo”, acusou Gabriel Lindenbach, da Juntos!.

ONU

Ao lado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), e dos coletivos Luta Pela Água e Aliança Pela Água, o Greenpeace fez um relatório de violação aos direitos humanos na gestão da crise da água e entregou o documento ontem à Organização das Nações Unidas (ONU). O texto foi enviado a Leo Heller, relator da entidade. “O caminho é agora avaliar o relatório e elaborar consulta aos governos”, explicou.

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Segundo o texto, houve falta de planejamento e medidas de contingência, superexploração, ausência de participação e de transparência, interrupção de abastecimento e aumento indevido de tarifa. O material leva em consideração relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirmando que a crise hídrica “é resultado da falta de planejamento” do estado. 

Em nota, a Secretaria de Recursos Hídricos afirmou que o levantamento “é parcial, sem embasamento técnico, que acusa equivocadamente somente um ente da federação de um problema que atingiu todo o País”. A pasta destaca que a estiagem, maior em 85 anos, não foi prevista por institutos meteorológicos. 

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