Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Após acordo com MP, Volkswagen deve indenizar ex-funcionários perseguidos pela ditadura militar

Investigação afirma que empresa fornecia informações aos órgãos de repressão sobre os próprios colaboradores. Compensações somam 16,8 milhões de reais

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 23 set 2020, 21h07 - Publicado em 23 set 2020, 21h02

A Volkswagen firmou um Termo de Ajustamento de Conduta para indenizar ex-trabalhadores da empresa presos, perseguidos ou torturados durante o regime militar brasileiro. O acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Ministério Público do Trabalho (MPT) estabelece obrigações à companhia para que não sejam propostas ações judiciais pela cumplicidade da empresa com os órgãos de repressão da ditadura.

De acordo com MPSP três inquéritos civis tramitam desde 2015 para investigar a relação da Volkswagen com o regime, estes foram encerrados com a negociação. A investigação, que contou com documentos, depoimentos de testemunhas e relatórios de pesquisadores, afirma que a companhia colaborou com o aparato repressivo contra os seus seus próprios funcionários, ajudando os militares a identificarem possíveis “agentes subversivos”.

+Assine a Vejinha a partir de 6,90 

36,3 milhões de reais devem ser destinados pela empresa para a ação. Destes, 16,8 milhões serão repassados para a Associação Henrich Plagge, que congrega trabalhadores da Volkswagen: o dinheiro será dividido entre os ex-funcionários que foral alvo de perseguição. 10,5 milhões serão transferidos para projetos que estudam e resgatam a memória das violações de direitos humanos. O montante total deve ser repassado até janeiro de 2021.

Lamentamos as violações que ocorreram no passado. Estamos cientes de que é responsabilidade conjunta de todos os atores econômicos e da sociedade respeitar os direitos humanos e promover sua observância”, afirmou Hiltrud Werner, membro do Conselho de Administração da Volkswagen.

Continua após a publicidade

A empresa irá publicar um comunicado em jornais com uma declaração pública a respeito do assunto. “O ajuste de condutas estabelecido nesta data é inédito na história brasileira e tem enorme importância na promoção da Justiça de Transição, no Brasil e no mundo. O enfrentamento do legado de violações aos direitos humanos praticadas por regimes ditatoriais é um imperativo moral e jurídico”, diz em nota o MPSP.

“O Brasil, infelizmente, segue como um caso notável de resistência à promoção ampla dessa agenda e, não por acaso, ecoam manifestações de desapreço às suas instituições democráticas. No mundo, por outro lado, são ainda raros os episódios de empresas que aceitam participar de um processo”, finaliza o órgão.

 

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Para entender e curtir o melhor de SP, Veja São Paulo. Assine e continue lendo.

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)

Impressa + Digital

Plano completo da VejaSP! Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

Receba semanalmente VejaSP impressa mais acesso imediato às edições digitais no App Veja, para celular e tablet.

a partir de R$ 19,90/mês