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Acciona obtém R$ 6,9 bilhões do BNDES para linha 6-laranja do metrô

Concessionária informa contar com 100% do valor previsto para construção do novo ramal

Por Clayton Freitas 4 ago 2022, 12h30

A Acciona, sócia na Concessionária Linha Universidade, responsável pela construção da linha 6-laranja do Metrô, informou nesta quinta-feira (4) ter conseguido o financiamento de 6,9 bilhões de reais junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a obra.

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O novo ramal já está em construção e o consórcio leva esse nome por ligar, quando pronto, a estação São Joaquim, no Centro, até a Brasilândia, no extremo da Zona Norte, em 15 km de extensão, passando por universidades tais como a São Camilo, PUC, Mackenzie, Unip, FMU, Uninove e Faap.

Segundo o comunicado da Acciona, o modelo de financiamento com o BNDES é inovador para o banco, já que o empréstimo assinado inclui a concessão de garantias bancárias sem recurso que cobrem parcialmente o risco durante a construção. Tradicionalmente, o BNDES não assume riscos de construção.

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A obra é a maior PPP (Parceria Público-Privada) em construção na América Latina. Antes do acordo anunciado nesta quinta-feira, o governo estadual já havia se comprometido em contribuir com 7,8 bilhões de reais durante o período da construção. Uma segunda parcela do financiamento do BNDES, de 500 milhões de reais, a ser destinada em uma fase posterior, e garantias bancárias no valor de 3,3 bilhões fecham a conta prevista inicialmente para conclusão da obra, de 18 bilhões de reais.

Individualmente, a Aciona detém a maior participação societária, de 47%. Em seguida, vêm a Société Générale (39,7%); Stoa (12,3%); e Transdev (1%). O material rodante da linha será fornecido pela Alstom, fornecedora histórica do metrô de São Paulo.

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A linha 6-laranja, também chamada de LinhaUni pela concessionária, é a primeira PPP plena do país. Isso significa que o governo estadual ficou responsável apenas pelas desapropriações das áreas e fiscalização das obras, enquanto o parceiro privado assumiu toda a responsabilidade pela construção e operação.

As 15 estações devem estar totalmente prontas em 2025. Quando isso ocorrer, elas devem transportar 630 000 passageiros por dia.

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Acidente

No dia 1º de fevereiro deste ano, um acidente em uma das frentes da linha 6-laranja do Metrô alagou o tatuzão, o nome popular do equipamento que abre os túneis, e criou uma cratera na altura da ponte da Freguesia do Ó.  As pistas central e local no sentido Ayrton Senna ficaram interditadas por quase dois meses.

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O tatuzão ficou danificado pelo rompimento de tubulação de esgoto ao lado das obras. A previsão é que ele volte a operar ainda neste mês de agosto.

Apesar disso, as obras em outros pontos não pararam, já que a linha tem 35 frentes de trabalho.

Linha 2-verde

Uma outra obra em andamento relacionada à mobilidade, a de expansão da linha 2-verde do Metrô, poderá ter injeção de 2,88 bilhões de reais (US$ 550 milhões), fruto da aprovação do Senado para que o estado de São Paulo possa contratar empréstimos junto a Corporação Andina de Fomento.

A expansão prevê levar o ramal, que hoje termina na Vila Prudente, até a Penha, na Zona Leste, num acréscimo de mais 380 mil passageiros à demanda atual, fazendo com o que o ramal transporte 1,5 milhão de passageiros.

Com a expansão, a previsão é a de que as linhas 3-Vermelha e 1-Azul devem ser desafogadas, bem como a 11-Coral da CPTM.

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