600 furtos e 150 casamentos por dia: os números de São Paulo
Dados interessantes sobre a maior metrópole do país, em comemoração aos 40 anos da Vejinha
Todos os dias, 11 451 999 paulistanos saem de suas casas em 6 359 914 carros, 1 292 645 motos ou 50 717 ônibus, com os quais percorrem alguns dos 19 532 quilômetros de ruas da cidade — comprimento que equivale a quase metade do perímetro do planeta Terra. Para o metrô descem 2 382 099 paulistanos, e 5 515 179 pessoas saem a pé — sempre atentas aos celulares, alvos de 600 furtos por dia. Há, ainda, quem prefira fugir do trânsito enlouquecedor e opte por embarcar em um dos 925 helicópteros registrados no estado — a maior frota do mundo. Lá do alto, será possível ver os 28 075 edifícios com mais de 20 metros situados na cidade, além de pontos verdes que abrigam 673 espécies diferentes de plantas.
Todos os dias, 351 paulistanos nascem e 248 morrem; dois novos condomínios são construídos; 6 000 padarias abrem suas portas nas primeiras horas da manhã, com vitrines que expõem 20 000 000 pães. Todos os dias 150 casais se casam — quase sete vezes mais do que a taxa de casamentos em Paris. Talvez São Paulo, com a Torre da Gazeta no lugar da Torre Eiffel e, em vez do croissant, o pão francês — que de francês só tem o nome —, seja a verdadeira capital romântica do mundo.
Entre amores, tragédias e abusos de glúten, a Vejinha acompanhou o ir e vir dos paulistanos nos últimos quarenta anos, ao longo de 2 040 edições semanais. Cada uma delas está preservada no Acervo da Editora Abril, um galpão de 450 metros quadrados em Cotia que contém, ao todo, 13 499 exemplares de revistas da Abril, além de 8 000 000 fotos físicas. Nos próximos quarenta anos, outros 5 000 000 de paulistanos vão nascer, estudar, trabalhar, sair às ruas, comer pão, casar e, idealmente, poderão se preocupar menos com furtos de celulares. E a Vejinha vai continuar acompanhando a reinvenção desta cidade frenética.
A via mais comprida da cidade é a Marginal Tietê, com 22 km, seguida da Avenida Sapopemba, com 18,2 km
Os nomes mais comuns entre os paulistanos são José e Maria, e o sobrenome mais usado é Silva
A região da Sé é a área em que mais se caminha na cidade, com 751 197 viagens a pé por dia
Cada paulistano produz 300 kg de lixo por ano
R$ 606,92 é a média de preço de uma diária em um hotel no fim de semana
486 736 livros são emprestados por ano nas bibliotecas municipais
Publicado em VEJA São Paulo de 28 de novembro de 2025, edição nº2972
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