11 inovações dos colégios de São Paulo

Conheça algumas das habilidades e tecnologias que estão mudando a forma de ensinar nas escolas

O mundo se transformou muito nos últimos anos – junto com ele, a maneira de aprender e o papel da escola. Se antes, bastavam professor, quadro-negro e apostila para ensinar as disciplinas tradicionais, hoje, além de todas as inovações tecnológicas, a escola atua de  forma bem mais ampla na formação do estudante, trabalhando também outras habilidades e trazendo uma visão mais global e diversa. O objetivo é preparar o jovem para o mundo e para o futuro.

Confira a seguir algumas inovações que surgiram recentemente nas escolas de São Paulo. 

Programação 

O mundo depende de computadores e celulares. E entender o processo de escrita, teste e manutenção de um programa em linguagem computacional não só agrega na fluência digital dos alunos, mas também amplia o seu repertório de conhecimento para o futuro no mercado de trabalho.Na Escola Bilíngue Pueri Domus, existe a disciplina coding, na qual os estudantes criam seus próprios códigos de programação. Um deles foi a invenção de um passeio virtual pelo colégio, como se fosse uma espécie de Google Street View interno.

Consciência social 

O Compartilhando Carinho é um projeto de responsabilidade social do Colégio Oshiman que promove diversas ações de apoio e de inclusão social. “Ser voluntário e fazer parte desse projeto é muito importante para a formação dos jovens, pois contribui para que saiam de um mundo fechado e confortável,o que é essencial para que se tornem seres humanos mais íntegros e desenvolvam seus potenciais”, diz a vice-diretora da instituição, Emy Ueda Saito. Os alunos visitam abrigos, creches e asilos e, além disso, há arrecadação de donativos para instituições beneficentes. 

Empreendedorismo 

Ter o próprio negócio é algo de grande interesse das novas gerações. Pensando nisso, o Colégio Dante Alighieri colocou o empreendedorismo contemporâneo como agenda pedagógica prioritária. “Trabalhamos para que os estudantes tenham uma ação propositiva em relação aos problemas do mundo, elaborando soluções criativas, inovadoras e empáticas. São capacidades necessárias em toda a vida acadêmica e para além da escola”, afirma Valdenice Minatel, diretora-geral pedagógica do Dante. 

Jogos 

Com base no Role-Playing Game (RPG), no Anglo São Paulo cada aluno participa de uma aula caracterizado como um político, um jornalista ou representante de uma ONG, assumindo papéis e opiniões diferentes para debater temas da atualidade, como reforma da Previdência, imigração, reforma tributária. Para isso, há uma preparação teórica e política para compreender todos os tipos de ideologias e questões que permeiam o noticiário. “A grande estratégia dessa ferramenta é que o aluno não defenda inicialmente sua posição pessoal, mas que ele conheça as diferentes posições com base em personagens criados. O ponto central é que o aluno consiga enxergar o fenômeno de duas formas opostas e a linha de raciocínio básica de cada um dos referenciais ideológicos”, conta Henrique Porto, professor de história do colégio.

Educação financeira 

Ensinar as crianças sobre a gestão do seu próprio dinheiro desde cedo é super importante. No Colégio Santa Maria, os alunos do 6º ano participam de um projeto chamado Orçamento Familiar. Dividida em etapas, a atividade conta com a participação dos pais, que auxiliam os filhos em pesquisas compartilhando os gastos mensais. O objetivo é formar consumidores conscientes e provocar reflexão a respeito das desigualdades econômicas e sociais existentes.

Mindfulness

Também chamado de atenção plena, o mindfulness pode ser um ótimo aliado dos estudos. Na Escola Santi, os alunos têm contato com a meditação em seis encontros semanais. Segundo Daniela Degani, professora de competências socioemocionais da instituição, o propósito é fazer com que os estudantes aperfeiçoem o foco, a atenção e o autocontrole.

Disciplinas eletivas 

Aulas de física quântica, nanotecnologia ou neurociências; conceitos da economia e da psicologia; temas da mitologia; políticas públicas que envolvem esporte, turismo ou saúde; a prática da fotografia, do design e da cultura maker. Essas são algumas das opções de matérias que os estudantes do Colégio Santa Cruz podem vivenciar, em classes menores. A ideia é ampliar o repertório dos jovens e colocá-los em contato com um conteúdo não convencional no ensino médio.

Intercâmbio 

Os estudantes da Escola Roberto Norio têm a oportunidade de realizar um intercâmbio para o Japão após completar o ciclo de aprendizado. Ao longo dos anos, eles são preparados emocionalmente para ser mais autônomos em suas atividades, a ter empatia e compreender os outros.  Além disso, a escola oferece aulas de japonês três vezes por semana, celebra algumas datas culturais do Japão, como a Festa de Boas-Vindas, e ensina o comportamento nipônico para que, ao visitarem o país, os alunos respeitem os costumes locais.

Interséries 

O Projeto Coletivo do Ensino Médio, desenvolvido pelo Colégio Equipe, reúne os estudantes dos três anos do ciclo para discutir temas de interesse deles, seja com especialistas convidados, professores ou até entre eles mesmos. Há também oficinas ministradas por artistas convidados, para que os alunos possam vivenciar diferentes enfoques das artes. Para Luciana Fevorini, diretora do colégio, a ideia é que os estudantes encontrem espaços na escola que favoreçam a troca de saberes e experiências, que os façam refletir também sobre temas sensíveis e que os mobilizem.

Design 3D 

Na grade curricular do Colégio Salesiano Santa Teresinha, há aulas com máquinas de impressão 3D e corte a laser para que os alunos criem seus próprios produtos. No projeto Arquitetos do Passado, por exemplo, os estudantes desenvolvem seus feudos no Minecraft que depois são impressos em três dimensões. “O aluno é o centro do processo, e ter esse recurso é totalmente agregador para o aprendizado na escola”, diz Felippe Zancarli, coordenador de tecnologia educacional do colégio. 

Liderança 

O Colégio Renovação é parceiro do programa O Líder em Mim, desenvolvido pela Franklin Covey, nos Estados Unidos. Trata-se de um projeto de formação de líderes desde a infância. Os alunos são estimulados a desenvolver os sete hábitos comuns às pessoas altamente eficazes. Segundo a instituição, os estudantes aprendem a ter mais autoconfiança, autonomia, trabalhar em equipe, ser mais proativos, se comunicar melhor com o grupo, além de aperfeiçoar a cultura organizacional da escola. 

 

Comentários
Deixe um comentário

Olá,

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s