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Segunda temporada de 4 séries: valem a pena ou é mais do mesmo?

Pose, ambientada no início dos anos 90, é uma das atrações da Netflix

Por Miguel Barbieri Atualizado em 24 mar 2021, 14h32 - Publicado em 25 mar 2021, 11h00

Acho que todo mundo se faz essa pergunta: será que a segunda temporada de uma série será tão boa quanto a primeira? Confesso que já desisti de ver a sequência de várias, como Sex Education e Stranger Things – seja por já ter achado a primeira temporada chocha ou, por começar a assistir à a segunda, perceber que iria ter mais do mesmo. Abaixo, tenho a resposta para quatro séries que eu vi.

Servant > A primeira temporada é de 2019 e o último capítulo da segunda estreou na AppleTV+ em 19 de março deste ano. Os dez episódios da parte 2 são complementares ao início da história e, portanto, é preciso ver a série desde o começo. Produzida por M. Night Shyamalan e com toques do cinema de suspense (e por vezes fantástico) do realizador de O Sexto Sentido, Sinais e Fragmentado, a trama gira em torno de um casal que passou por uma tragédia. Repórter de TV na Filadélfia, Dorothy (Lauren Ambrose) perdeu seu bebê. Mas ela, traumatizada, vive numa realidade inexistente, acredita que ele sobreviveu e contrata uma jovem babá para tomar conta de Jericho, o boneco que foi colocado no lugar de seu filho. O marido (Toby Kebbell) e o irmão (Rupert Grint), para não contrariá-la, embarcam na fantasia, assim como Leanne (Nell Tiger Free), a moça do interior que faz ninar Jericho como se ele fosse humano. O que move a sequência é: onde foram parar Leanne e Jericho, que desapareceram? Saiba que a resposta virá. Até lá, contudo, Servant mantém o espectador plugado em missões investigativas, questionamentos sobre o fanatismo religioso e desdobramentos excêntricos e inesperados, ou seja, tudo o que se espera de um enredo muito misterioso.

Vidrados > O segundo time é melhor do que o da temporada anterior e isso faz com que o reality de competição fique mais empolgante. Num galpão, os dez artesãos precisam fazer esculturas de vidro sob altíssimas temperaturas e a cada episódio há um tema. Frascos de perfume, objetos domésticos (como um cálice, um pote de biscoitos ou um candelabro) e acessórios de moda (de bolsas a colares) são algumas das tarefas que eles terão de executar. Além de explorar a criatividade, a rapidez e a técnica dos competidores, a série enfoca a rivalidade entre eles durante o processo de trabalho. Como a cada capítulo um participante é eliminado, a equipe vai ficando enxuta e a torcida por seu favorito só aumenta. Netflix.

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Pose > Criação de Ryan Murphy, o midas da TV, Pose deu voz a personagens trans e interpretadas por trans — e essa já é uma das virtudes da série, que fica ainda melhor e mais consistente na segunda temporada. Os bailes de competição de drags, sensação do início da história, ficam aqui em segundo plano e cedem espaço à aids, que atingiu a comunidade gay no início dos anos 90 — o primeiro capítulo abre, justamente, com uma cena desoladora. É justo que personagens inexpressivos tenham menos tempo em cena e que Blanca (Mj Rodriguez), Elektra (Dominique Jackson) e Pray Tell (Billy Porter) sejam as estrelas. Pose 2 comove e faz rir com as tretas das protagonistas. E, por mais que haja rivalidades e traições, todos passam por segregações, preconceitos e injustiça social — e o momento dramático pelo qual atravessam pede união e fraternidade, elementos que reverberam bem nos dias de hoje. Netflix.

Amizade Dolorida > Os adeptos de BDSM, comportamento sexual que envolve dominação e sadomasoquismo, não ficaram satisfeitos com a primeira temporada, que tratava do assun­to com bizarrice e humor. Na segunda parte, a comédia ainda dá as caras, porém timidamente, e o tema ganha tratamento mais sério e adequado, além de o foco estar nos dilemas dos protagonistas, Tiff e Pete, interpretados por Zoe Levin e Brendan Scannell. Na sequência, eles continuam atuando como “dominadores” para clientes que querem ter prazeres sexuais excêntricos, mas também vivem as dores dos relacionamentos afetivos e da vida profissional — Pete quer ser comediante de stand-up, por exemplo. A segunda temporada, assim como os personagens, está mais madura. É pena, contudo, que os oito episódios sejam tão curtos (152 minutos no total) e façam breves mergulhos na intimidade da dupla. Netflix.

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