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Chocante caso de abuso infantil é tema de série na Netflix

Gabriel Fernandez, de oito anos de idade, foi torturado por oito meses pela mãe e o padrasto

Por Miguel Barbieri 13 mar 2020, 12h30

Em 22 de maio de 2013, Isauro Aguirre ligou para o serviço de emergência para que socorressem Gabriel, que estava sem respiração. Os paramédicos chegaram, levaram o garoto de 8 anos para o hospital, mas ele morreu dois dias depois, após ficar em coma induzido.

Na autópsia, o legista ficou estarrecido com a quantidade de hematomas e ferimentos que Gabriel tinha pelo corpo. Isauro era namorado de Pearl Fernandez, a mãe do menino — e ambos o torturam durante oito meses. O Caso Gabriel Fernandez repassa a trajetória do garoto, desprezado por Pearl ao nascer, criado até os 4 anos por um tio homossexual e, em seguida, pelos avós maternos.

Há pontos interessantes na série: o promotor Jon Hatami pediu a pena de morte para Isauro (algo raro de ocorrer na Califórnia); o julgamento de Pearl não é mostrado, já que ela assumiu a autoria de seus atos atrozes, e quatro assistentes sociais, responsáveis por assistir Gabriel e que nada fizeram para ajudá-lo a se livrar de seus algozes, também foram denunciados judicialmente.

Mesmo que se abra para problemas específicos do sistema do condado de Los Angeles, o documentário traz à tona um triste, espantoso e chocante caso de abuso infantil e, por tabela, da negligência de servidores públicos. Está na Netflix.

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