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Espaço para velórios em mansão dos Diniz “assombra” moradores dos Jardins

Com investimento de mais de 1 milhão de reais, empreendimento em casa alugada está emperrado na prefeitura desde fevereiro

Por Ana Carolina Soares Atualizado em 6 set 2019, 13h05 - Publicado em 6 set 2019, 13h03

Há anos, o empresário Ícaro Fernandes busca uma casa ampla nos Jardins para montar uma “funeral home”, um espaço luxuoso para velórios, conceito comum nos Estados Unidos e ainda pouco usual ainda na cidade. Em fevereiro, soube da mansão de quase 1 000 metros quadrados que pertence aos irmãos Felipe e Dinho Diniz na Avenida Europa, 287, esquina com a Rua Alemanha, quase em frente ao Museu da Imagem e do Som. “Consultei a subprefeitura de Pinheiros, tive a informação de que ali seria permitido montar o meu negócio e aluguei o espaço”, conta Fernandes.

O empresário Ícaro Fernandes Reprodução Linkedin/Veja SP

Mas ter uma “funeral home” nos arredores assustou os moradores da região e alguns acionaram a AME Jardins, associação do bairro. Muitos temem a desvalorização das redondezas e a movimentação de carros por ali, além de ter “mortos como vizinhos”.

Com o nome provisório de Espaço Funeral, o empreendimento está emperrado desde fevereiro na subprefeitura de Pinheiros. “Talvez esse atraso tenha a influência de alguns moradores que reclamaram, mas isso não chegou até a mim. Essa preocupação é absurda, afinal, trata-se de um empreendimento familiar, de alto padrão. Muitos ali podem precisar do local um dia”, diz Fernandes.

O empreendedor afirma que teve o aval dos Bombeiros, da CET, cumpriu com todas as exigências, mas até agora, nada de documentação. “Na subprefeitura, em fevereiro, disseram que em quinze dias eu conseguiria a licença para abrir, mas não liberam nem vetam o projeto”, reclama.

Ele não revela valores, mas estima-se que desembolsa cerca de 100 000 reais mensais de aluguel, além de aproximadamente 25 000 reais de IPTU por mês. Como o endereço (que era uma das casas de Alcides Diniz, um dos fundadores do Grupo Pão de Açúcar, ao lado de Abílio Diniz) estava há anos abandonado, a etapa inicial da reforma teria ultrapassado 1 milhão de reais.

Fernandes explica que o Espaço Funeral teria três áreas com capacidade para no máximo 100 pessoas cada. Há planos de um ambiente para músicos, como violinistas, além de um bufê com vinhos, para deixar o velório “menos fúnebre”. Pretende funcionar em horário comercial, das 8h às 17h. “Se a prefeitura vetar, pretendo entrar na Justiça pelo direito de abrir o meu negócio”, adianta.

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