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Humberto Abdo (Maria Carolina Matheus da Silva) Terraço Paulistano Notas exclusivas sobre artistas, políticos, atletas, modelos, empresários e pessoas de outras áreas que são destaque na cidade. Por Humberto Abdo.

Parada do Orgulho LGBT terá 8 horas de atrações ao vivo e encerramento com Pabllo Vittar

Rafa Dias, criador do formato virtual, revela bastidores da edição, que será exibida no domingo (6) a partir das 14h

Por Humberto Abdo Atualizado em 4 jun 2021, 19h57 - Publicado em 4 jun 2021, 19h53

Criador da versão on-line da Parada do Orgulho LGBT, Rafa Dias, 35, não espera frequentar a versão presencial do evento tão cedo. Desde 2018, quando lançou as exibições virtuais, o produtor se mantém ocupado com a logística que envolve as transmissões. “Por dirigir todo ano, hoje tenho a sensação de que nunca mais vou poder participar pessoalmente na Avenida Paulista!”, brinca. Na 25ª edição, a Parada ocorre neste domingo (6), a partir das 14h, com oito horas de programação e encerramento com a cantora e drag queen Pabllo Vittar.

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De Florianópolis, Dias se surpreendeu ao descobrir o teor político da Parada. “Não era só uma festa de trios elétricos, cada trio tinha uma causa, mas o público lá no chão da avenida só via as marcas, não via esse lado”, observa. Assim surgiu a ideia de fazer exibições inspiradas no formato do Carnaval de sambódromo, com câmeras espalhadas pela Paulista e comentários e explicações sobre cada “ala”. “Para minha surpresa, foi um sucesso imediato.”

Empresário Rafa Dias posa em um escritório com telas ao fundo. Veste roupas pretas, relógio e sorri para a câmera.
Rafa Dias, criador da versão virtual da Parada do Orgulho LGBT+. Divulgação/Divulgação

Em sua primeira Parada, Dias finalizou o evento declarando publicamente que é um homem gay. “Foi uma saída geral do armário, minha família e amigos já sabiam, mas lembrei que minhas antigas referências gays vistas na televisão eram sempre caricatas, distantes da realidade. Era importante que soubessem que sou um empresário gay bem-sucedido.”

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No ano passado, um temporal quase atrapalhou a estrutura da abertura, instalada no terraço de um grande edifício. “Tínhamos desenhado tudo para abrir com a Ellen [Oléria], aí veio uma chuva e teríamos que gravá-la com a bandeira em cima como cobertura, sem aquela visão aérea… Cinco minutos antes, abriu uma bolinha de sol só no prédio onde estávamos e conseguimos fazer o número, não consigo acreditar até hoje. Aí que a gente fala: não tem como Deus ser contra os gays!”, relembra, aos risos.

Nesta edição, as atrações incluem rodas de conversa, apresentações musicais e imagens gravadas em diferentes horários na Paulista, em cima de um trio elétrico. “Nossa vontade é que isso traga a ilusão de estarmos todos no trio.”

Para o próximo ano, Dias já tem uma nova meta: “O que eu quero é fazer um estúdio de vidro na Paulista para nós cada vez mais conseguirmos dar importância à Parada e furar a bolha. Quando espalhamos o evento por vários canais do YouTube, é com esse propósito.”

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