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Maquiadores se revoltam com proposta de trabalho no Camarote Bar Brahma

Mensagem viralizada por profissional parceira da Kryolan, patrocinadora do espaço de beleza no ponto nobre do Sambódromo, oferecia produtos como pagamento

Por Ana Carolina Soares - Atualizado em 15 fev 2019, 15h52 - Publicado em 15 fev 2019, 06h00

Na última semana, circulou nas redes sociais uma oferta de trabalho para oitenta maquiadores no Camarote Bar Brahma do Carnaval que causou revolta. Como pagamento de uma jornada de três dias com oito horas diárias entre pincéis e escovas no Sambódromo do Anhembi, ofereciam-se uma chapinha, um secador, uma placa de alumínio e uma sacolinha de cosméticos. “Produtos não pagam nossas contas, e esse tipo de oferta é inaceitável”, protesta Marcella Baldoni, 37, criadora do Banco de Maquiadores Profissionais (BMP), com mais de 1 000 membros cadastrados.

Segundo ela, uma diária sai em média por 800 reais. O trio de marcas responsável pelo espaço de embelezamento (a equipe do camarote, a empresa Kryolan e a escola Beauty4Share) afirma que tudo não passou de um mal-entendido. Uma maquiadora parceira teria disparado a mensagem, mas o “escambo” vale apenas para cinco estudantes. Os demais 75 profissionais receberão cachê, mas, por causa do sigilo de contrato, o valor não é divulgado.

Marcella Baldoni saiu em defesa dos maquiadores, por não receberem cachê para trabalhar Yuri Mine // Studio Y.M/Divulgação

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 20 de fevereiro de 2019, edição nº 2622.

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