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Jessica Close é a primeira porta-estandarte trans em 22 anos do “Banga”

"Sei que marcas têm escalado trans para se autopromover. Mas é muito bom, sabia?", acredita a nova musa do bloco

Por Ana Carolina Soares - Atualizado em 14 Feb 2020, 11h54 - Publicado em 14 Feb 2020, 06h00

Filha de Oxum, deusa das águas doces, Jessica Close, 25, precisou pedir permissão ao seu pai de santo para interpretar a “rival” Iansã, rainha da tempestade, como porta-estandarte do bloco Bangalafumenga, que sai neste sábado (15), a partir das 13h, na Avenida Brigadeiro Faria Lima.

Em 22 anos de desfiles do “Banga” nas ruas do Rio e na capital, será a primeira mulher trans no cargo. “Sei que marcas têm escalado trans para se autopromover. Mas é muito bom, sabia? Na verdade, é ótimo ter reconhecimento e destaque, principalmente no país que mais nos mata”, defende. Ela também tem uma opinião controversa sobre a violência: “Nada justifica, mas alguns LGBTs gostam de provocar brigas e depois ficam na autopiedade. A tolerância deveria ser de ambos os lados”.

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