Clique e Assine a partir de R$ 6,90/mês
Terraço Paulistano Notas exclusivas sobre artistas, políticos, atletas, modelos, empresários e pessoas de outras áreas que são destaque na cidade. Por Humberto Abdo.

Boate Yacht foi condenada a pagar indenização a cliente agredido

Demorou dois anos e meio até sair a sentença proferida em dezembro passado. O Club Yacht foi condenado a pagar 8 000 reais, além de despesas com o reparo dos dois dentes quebrados, ao jornalista Murilo Aguiar, de 28 anos. Em julho de 2013, ele foi agredido por um integrante da equipe de limpeza da […]

Por João Batista Jr. Atualizado em 26 fev 2017, 13h38 - Publicado em 12 jan 2016, 16h28
Murilo Aguiar: insuktado e agredido dentro de boate GLS (Foto: Reprodução/Facebook)

Aguiar: agredido dentro de boate gay (Foto: Reprodução/Facebook)

Demorou dois anos e meio até sair a sentença proferida em dezembro passado. O Club Yacht foi condenado a pagar 8 000 reais, além de despesas com o reparo dos dois dentes quebrados, ao jornalista Murilo Aguiar, de 28 anos. Em julho de 2013, ele foi agredido por um integrante da equipe de limpeza da casa – afastado após o episódio. Entre outros coisas, Aguiar diz ter escutado do funcionário terceirizado: “Todo gay tem HIV. Gay tem que ser mais humilde, tem que ler mais a bíblia”. O rapaz também sofreu luxações no rosto e dores na costela e ombro por causa da agressão. 

Aguiar pediu 28 000 reais de indenização, mas obteve 8 000 reais. A Yacht já entrou com pedido de recurso. “Mesmo com a demora da Justiça, fico feliz em saber que eles foram condenados”, diz Aguiar, que nunca mais pisou na Yacht. Ele defende a criação de uma lei específica de combate a homofobia. “Essa demora aconteceu porque o caso foi analisado como um caso comum de agressão”, avalia. Procurado, o escritório Bragança Retto Advogados Associados, que defende o Yacht, diz que a Justiça não entendeu como um caso de homofobia – mas de uma agressão comum.

Publicidade