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“A arte não pode agredir”, diz a artista plástica Bia Doria

Primeira-dama, que esculpe esculturas que retratam nus, falou sobre as recentes polêmicas em museus da capital

Por Ana Carolina Soares 6 out 2017, 06h00

Em quinze anos de carreira, a artista plástica Bia Doria apresentou mais de 200 esculturas que retratam nus. A mais recente, Mãe Natureza, foi inaugurada em 23 de setembro e ficará exposta no espaço Bacalhôa Buddha Eden, em Portugal. A peça é feita de mármore e reproduz a silhueta feminina, com os seios à mostra.

Ao aterrissar de volta à capital na semana passada, Bia soube da performance La Bête, no MAM, na qual o coreógrafo Wagner Schwartz interagia sem roupa com a plateia, inclusive crianças acompanhadas pelos pais. Nas redes sociais, o marido de Bia, o prefeito João Doria, criticou o evento e o definiu como uma “afronta à liberdade”. Na entrevista a seguir, a primeira-dama fala sobre o caso.

Concorda com seu marido?
Com certeza! A arte não pode agredir. O artista deve respeito.

A senhora também apoia as críticas à exposição Queermuseu, em Porto Alegre, com obras sobre homossexualidade?
Um horror! Em Portugal, conversei com curadores bem conceituados, como Sylvestre Verger. Também acharam uma afronta gratuita.

Mas a senhora também faz nus. Qual a diferença?
Toda. Não sou contra o nu. Michelangelo já fazia. Minhas esculturas são contornos, como mulheres de biquíni, homens de maiô… Muito diferentes de um cara de perna aberta, escancarando tudo. Não acho isso normal.

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