Clique e assine por apenas 6,90/mês
O Sexo e A Cidade Por Blog Histórias, novidades e estratégias dos empresários do mercado erótico em São Paulo

Sex shop na Zona Sul oferece “test drive” de brinquedinhos

Em salinha especial de loja na Vila Mariana, há aulas de masturbação feminina e prova de produtos eróticos

Por Ana Carolina Soares - Atualizado em 15 May 2019, 17h40 - Publicado em 15 May 2019, 17h39

Nos anos 80, eram bem comuns sex shops com cabines de masturbação para homens. Inspirada nessa ideia, a empresária e terapeuta sexual Thais Plaza, dona do Doce Sensualidade, na Vila Mariana, criou um ambiente especial, mas só para mulheres. “Parece incrível, mas muitas não conhecem o próprio corpo”, acredita.

Thais chama o processo de “sex drive” e oferece teste de alguns produtos: quatro modelos de estimuladores clitorianos e nove tipos de cosméticos eróticos. “Diversas mulheres acreditam que precisam de horas de preliminares para alcançar o orgasmo. Com esses produtos, vão ver que, em questões de minutos ou até segundos, é possível ‘chegar lá'”, explica. Ela acrescenta que não disponibiliza os estimuladores vaginais, como os famosos “rabbits”, porque o orgasmo na penetração normalmente dura mais tempo e não costuma ser tão “certeiro” como o clitoriano.

Antes do teste, a mulher passa por uma espécie de “aula de masturbação”. Thais explica a anatomia feminina (“muitas mulheres sequer sabem exatamente onde fica o seu clitóris, um órgão que só existe para o prazer”), movimentos para estimular o local, além de apresentar os géis que esquentam e esfriam e até os “vibradores líquidos”, que provocam uma sensação de tremor.

A sala especial Divulgação/Veja SP

Depois, o aparelho é higienizado com álcool na frente da cliente e ela recebe um preservativo para colocar no brinquedo. Entre os estimuladores, há um modelo só clitoriano, uma espécie de “combo” para estimular o clitóris e a vagina, um modelo para viagem e outro para casal. Cada um custa 500 reais.

Continua após a publicidade

A salinha de masturbação é todo perfumada e decorada. Lá, tem também uma caixa de som e a cliente escolhe a trilha sonora. “A maioria pede blues ou canções românticas, mas já colocaram também funk e sertanejo”, conta.

O “sex drive” dos aparelhos começou há dois anos. “As vendas dos produtos apresentados aumentou em 30%, um sucesso”, comemora a empresária.

Publicidade