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“São Paulo é a capital mundial do swing”, diz Nalini Narayan, escritora erótica

A nossa cidade é a capital mundial das “festinhas”. O título veio da escritora Nalini Narayan, 35 anos, adepta do amor livre desde a adolescência e autora de três livros eróticos. “Aqui é melhor do que muita cidade europeia”, diz ela, de ascendência hindu, que viveu na Índia, Londres, Amsterdã e Rio de Janeiro (é […]

Por Ana Carolina Soares Atualizado em 26 fev 2017, 10h21 - Publicado em 9 set 2016, 19h45
A autora Nalini Narayan, 35 anos, 1,60m e 50 quilos: "Sou miúda e faço sucesso com as mulheres"

A autora Nalini Narayan, 35 anos, 1,60 metro e 50 quilos: “Sou miúda e faço sucesso com as mulheres”

A nossa cidade é a capital mundial das “festinhas”. O título veio da escritora Nalini Narayan, 35 anos, adepta do amor livre desde a adolescência e autora de três livros eróticos. “Aqui é melhor do que muita cidade europeia”, diz ela, de ascendência hindu, que viveu na Índia, Londres, Amsterdã e Rio de Janeiro (é carioca, nasceu em Botafogo).

Acaba de lançar sua terceira obra, Fêmea Alfa (Matrix Editora, 43 reais). Ali, narra suas experiências de dezenove anos em “festinhas” e dois relacionamentos abertos. A seguir, fala sobre sua vivência na cidade:

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Por que São Paulo é a capital do swing?

Há uma vida cultural muito rica por aqui e isso torna as pessoas mais abertas, menos preconceituosas. Você vai a um bar, conhece um grupo ou um casal e começa a falar sobre artes plásticas, cinema, teatro… De repente, naquela conversa inteligente, surge o erotismo, o desejo. E o paulistano não tem pudor de convidar esse desconhecido para casa e se despir, em todos os sentidos.

Com o marido, o engenheiro Alexandre Peixoto: "Sou ciumenta e prefiro não saber dos casos dele"

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Quais são os melhores pontos da cidade para esse tipo de paquera?

Tem o Teatro e Bar Cemitério de Automóveis, na Consolação. Ali, é tiro e queda. Em Pinheiros, o Hostel California costuma atrair pessoas interessantes. Em boates, um lugar bacana é o Love Story. Não curto muito as casas de swing. Vários homens deixam as mulheres em casa e vão com garotas de programa. Isso tira o propósito, traz uma energia negativa. Há diversas festas fechadas, especialmente nos casarões do Itaim Bibi, Higienópolis e Jardins. Essas são as melhores porque só entra gente conhecida.

São várias experiências sexuais narradas e dá a impressão de que sua vida é bem intensa. Até que ponto? Toda semana tem pelo menos uma “festinha”?

Não tem uma frequência estipulada. Minha última foi há um mês. Fui ao Bar Secreto, em Pinheiros, conheci um casal, conversamos e eles convidaram a mim e ao Alexandre (Peixoto, seu marido há quase dez anos) ao apartamento deles. Foi bem interessante. Risos.

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A autora acaba de lançar sua terceira obra, "Fêmea Alfa"

A autora acaba de lançar sua terceira obra, Fêmea Alfa

Como driblar o ciúme do marido?

Estou no meu segundo casamento aberto. O meu primeiro foi aos 16 anos, no esquema do poliamor. Isso não dá certo: normalmente tem uma competição, você avalia se é a preferida e gosto de ser a rainha. Risos. Sou bem ciumenta com meu marido. Temos um relacionamento aberto, mas não quero saber sobre as amantes dele. Ele não se importa em saber dos meus casos, então, não tenho problema em escrevê-los.

E a família? Como reage?

Eu praticamente não conversava sobre sexo com meus pais. Por exemplo, sofri um abuso aos 11 anos, um cara que se dizia amigo da família. Eles nunca souberam. Também nunca perguntaram sobre minha primeira experiência sexual, aos 14 anos, com uma mulher. Saí de casa aos 16 anos, para viver minhas experiências com liberdade. Minha mãe é intelectual, tem doutorado em física e leu minha obra recentemente. Gostou, mas disse que só se chocou ao saber que eu transei com um casal gay. Não entendeu isso.

A sociedade brasileira, em geral, é bem conservadora: precisamos ser monogâmicos, casar, ter filhos… Como é ir na contramão de tudo isso?

Sofro muito preconceito: tem muito hater, gente careta, pessoas que não aceitam a sexualidade do outro, não toleram meu casamento aberto ou eu não saber se quero ser mãe. Fazem ameaças, mas não passam disso. Perdi amigos após a publicação do meu primeiro livro. Mas não há o que fazer: precisamos enfrentar isso. Abaixo a hipocrisia!

Você tem vários amigos reconhecidos, como Gerald Thomas, Christina Oiticica, Paulo Coelho e Jean Wyllys. Eles também participam das “festinhas”?

Não. Risos. Mas acho o Jean Wyllys altamente pegável. Já fiquei com amigos gays, mas, infelizmente, o Jean nunca me deu bola. Vou insistir mais!

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