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Já ouviu falar em tripofobia, aversão a agrupamentos de buraquinhos?

A psicóloga Roberta Marcon explica a condição inusitada

Por Guilherme Queiroz Atualizado em 9 Maio 2018, 12h06 - Publicado em 9 Maio 2018, 11h57

Quando um medo se torna persistente a ponto de ser irracional e atrapalhar a vida de alguém, trata-se de uma fobia. Existem muitas delas, de todos os tipos: aversão a fenômenos naturais, insetos, situações do cotidiano…

É o caso da tripofobia, uma condição bem específica. Segundo a psicóloga da PUC-Goiás Roberta Marcon, o quadro ocorre quando o paciente tem aversão a buracos pequenos em grandes quantidades, especialmente no caso desses orifícios estarem em superfícies orgânicas, como a pele humana.

“Se a pessoa entra em contato com imagens como a do coral rosa ou da semente de lótus, sente enjoo, fica arrepiada e pode até mesmo ter sudorese”, explica a profissional.

O quadro clínico não se mostra muito conhecido no Brasil. A doutora só entrou em contato com o problema porque uma paciente a procurou apresentando a tripofobia: “Percebi que o caso não era especificado em manuais de psicologia brasileiros, então escrevi um artigo acadêmico para ajudar a divulgar essa informação.”

Como tratar a fobia? “Não nascemos com os medos, somos condicionados a eles ao longo da vida. Trabalhei com minha cliente por uma dessensibilização sistemática, onde vamos expondo a pessoa a imagens que causam repulsa. Fazemos isso ao longo de várias sessões, e trabalhamos exercícios respiratórios para realizar um controle de relaxamento. Não demorou mais que três meses para conseguirmos lidar com o quadro, mas cada caso é um caso”, diz.

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