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Pergunte ao Doutor Por Blog

A dieta do jejum intermitente é realmente eficaz?

A nutricionista Flávia Sgavioli, da Estima Nutrição, responde

Por Sara Ferrari Atualizado em 20 set 2017, 14h55 - Publicado em 20 set 2017, 14h51

Em recente entrevista, a atriz Deborah Secco afirmou ser adepta do jejum intermitente, uma técnica de emagrecimento que alterna as refeições com longos períodos sem comer. Nesse método, a pessoa se alimenta apenas quando sente fome em intervalos que podem variar entre oito, dez e vinte horas.

A modalidade dá vez a uma alteração metabólica que reduz os níveis de glicemia e insulina, fazendo com que o corpo comece a usar a gordura como única fonte de energia. Para aderir à estratégia, é preciso ter uma alimentação saudável, baseada em alimentos naturais, proteínas e pouco carboidrato. Café, chá e água – sem açúcar ou adoçantes – estão liberados. Quem quer perder peso, melhorar a performance física ou tem problemas de constipação pode tirar proveito da metodologia. Em tempo: sempre com o acompanhamento de um profissional.

“Quem está acostumado a comer de três em três horas, por exemplo, deve adaptar a rotina aumentando os intervalos ao poucos, em vez de realizar uma mudança brusca”, diz a nutricionista Flávia Sgavioli, da Estima Nutrição. Ela frisa que não há um protocolo fixo para o tempo de intervalo: depende muito do limite de cada um.

Embora o regime traga resultados, devem tomar mais cuidado aqueles que têm problemas como hipoglicemia, diabetes tipo 1 ou 2, alterações na tireoide e histórico de doenças psicológicas relacionadas à alimentação, como anorexia e bulimia. A pessoa deve sempre procurar orientação médica. Caso contrário, há risco de queda de pressão, dores de cabeça, excesso de fadiga e até desmaios.

“Quem adota a prática do jejum costuma notar diferenças positivas no corpo. Às vezes não se reduz tantos quilos, mas as medidas costumam diminuir bem”, afirma Flávia.

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