Clique e assine por apenas 6,90/mês
São Paulo nas Alturas Por Raul Juste Lores Redator-chefe de Veja São Paulo, é autor do livro "São Paulo nas Alturas", sobre a Pauliceia dos anos 50. Ex-correspondente em Pequim, Nova York, Washington e Buenos Aires, escreve sobre urbanismo e arquitetura

#SPSonha: Praça das Artes ainda não consegue fazer jus ao nome

Inaugurado em 2012, no Vale do Anhangabaú, o complexo ainda está cercado por tapumes

Por Raul Juste Lores - Atualizado em 18 nov 2018, 10h12 - Publicado em 16 nov 2018, 06h00
A praça, inaugurada em 2012, ainda está tomada de tapumes Raul Juste Lores/Veja SP

Complexo que reúne diversas escolas de música e dança, além do corpo estável do Teatro Municipal, a Praça das Artes ainda não conseguiu fazer jus ao nome. Está longe de ser uma praça ou até mesmo um local de passagem, fora alguns poucos casaizinhos namorando em seus bancos. Apesar de ela estar em funcionamento há seis anos, os tapumes continuam fechando o que seria sua ligação com o Vale do Anhangabaú.

Os tapumes que fecham a inconclusa Praça das Artes, na esquina com a Avenida São João: seis anos de espera Raul Juste Lores/Veja SP

Projetada pelo escritório Brasil Arquitetura durante o governo do prefeito Gilberto Kassab, a praça foi inaugurada em 2012 no finzinho do mandato (um clássico), mas não estava totalmente pronta (outro clássico) — daí os veteranos tapumes cobrindo o naco de terreno não finalizado. Fernando Haddad não continuou a obra do antecessor (mais um clássico), e João Doria não tratou do assunto (sem surpresa). A secretaria de Cultura não respondeu quando (e se) vai terminá-la. O conjunto de 28 500 metros quadrados, de concreto aparente pigmentado, custou então 136 milhões de reais (200 milhões em valores de hoje). Estima-se que faltem 30 milhões para concluir a obra, que “revitalizaria a área”, segundo se prometia. O entorno pouco mudou.

Publicidade