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São Paulo nas Alturas Por Raul Juste Lores Redator-chefe de Veja São Paulo, é autor do livro "São Paulo nas Alturas", sobre a Pauliceia dos anos 50. Ex-correspondente em Pequim, Nova York, Washington e Buenos Aires, escreve sobre urbanismo e arquitetura

Edifício Suzana: uma bela lembrança de Israel Galman

Depois de projetar muitos residencias em regiões nobres paulistanas, o arquiteto sofreu com a depressão e um câncer até suicidar-se em 1986

Por Raul Juste Lores 22 jun 2018, 06h00

Sofrendo havia anos de um câncer, o arquiteto Israel Galman se suicidou em 1986, com um tiro, no apartamento em que vivia, na Avenida Higienópolis. Fumante compulsivo, ele estava deprimido fazia tempo por não encontrar trabalho. Nos anos 1950 e 1960, tinha projetado e construído muitos residenciais, em Campos Elíseos, Higienópolis, Pinheiros e até no Guarujá. Quando sua construtora, a Rio Branco, começou a enfrentar dificuldades sob a inflação e a competição barata do BNH, Galman tentou a vida em Manaus.

Israel Galman projetou o Edifício Suzana, na Rua Bela Cintra, nos Jardins, com janelas em caixa e cobogós onipresentes Raul Juste Lores/Veja SP

Depois de alguns calotes, decidiu buscar a sorte em Israel. Mas os traços do judeu romeno formado na Poli não fizeram sucesso na Tel-Aviv pós-moderna dos anos 1980. Sua obra, porém, envelheceu muito bem, como no inventivo Edifício Suzana, na Rua Bela Cintra, nos Jardins (foto), com seus janelões em caixas e cobogós onipresentes para unidades de um e dois quartos.

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