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São Paulo nas Alturas Por Raul Juste Lores Redator-chefe de Veja São Paulo, é autor do livro "São Paulo nas Alturas", sobre a Pauliceia dos anos 50. Ex-correspondente em Pequim, Nova York, Washington e Buenos Aires, escreve sobre urbanismo e arquitetura

Imprevistos em construção marcam história do Edifício São Vicente

Projeto do prédio em Santa Cecília é do arquiteto judeu polonês Luciano Korngold, que convenceu os condôminos a comprar duas obras de arte de Bruno Giorgi

Por Raul Juste Lores - Atualizado em 5 fev 2020, 14h06 - Publicado em 25 Maio 2018, 06h00

Uma cooperativa de funcionários públicos comprou um caro terreno na Rua São Vicente de Paulo, em Santa Cecília, para construir moradia para seus associados. Mas o dinheiro ficou curto para a empreitada. Por sorte (e critério), eles contrataram o arquiteto judeu polonês Luciano Korngold, que já tinha experiência de fazer muito com pouco em sua terra natal. O resultado foi um conjunto de 160 apartamentos com boas plantas e um generoso jardim interno.

O edifício: fachada econômica tem de tijolo laminado a placas de eternit. Raul Justes Lores/Veja SP

A fachada econômica tem de tijolo laminado a placas de eternit. Um fininho aerolite reveste o chão e os pilares da entrada. Resultado: sobrou dinheiro. Korngold convenceu os condôminos a usar o restante para comprar duas obras de arte do escultor Bruno Giorgi. O artista ficaria bem conhecido por seus trabalhos Candangos e Meteoro, ambos em Brasília. Projetado em 1949, o edifício São Vicente parece ainda hoje bem mais moderno que os neoclássicos genéricos surgidos na vizinhança.

Uma das obras de Bruno Giorgi no local Raul Justes Lores/Veja SP
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