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Pais perdem guarda de 2 filhos após “pegadinhas” no YouTube

Após a repercussão negativa, o canal, que tem mais de 700 000 inscritos, apagou todos os vídeos polêmicos e publicou apenas uma "desculpa pública"

Por Redação VEJA São Paulo - 9 Maio 2017, 11h46

Um pai e uma madrasta perderam a guarda de dois de seus cinco filhos após divulgarem vídeos no YouTube onde faziam “pegadinhas” com as crianças. O canal, chamada DaddyOFive (“Pai de Cinco”, em português), mostrava as crianças sendo surpreendidas pelos adultos — em muitas gravações, os meninos terminavam os vídeos aos prantos.

Mike e Heather Martin, de Maryland, nos Estados Unidos, negaram que o conteúdo seja abusivo. Eles alegam que a maioria das publicação é falsa e que as pegadinhas seriam, na verdade, encenadas com a ajuda das crianças. Desde a denúncia, o canal no YouTube, que conta com mais de 760 000 inscritos, possui apenas um vídeo: uma desculpa pública do casal responsável pelas “pegadinhas”. Assista:

A mãe biológica de duas crianças, Rose Hall, recuperou a guarda dos filhos: “Emma, de 12 anos de idade, e Cody estão comigo, tenho a guarda emergencial. Eles estão bem. Estão voltando a brincar“, revelou a mulher em anúncio publicado no próprio YouTube. “Fiquei com o coração partido e perturbada ao ver meus filhos serem abusados“, alegou.

O advogado dos Martin se recusou a comentar o caso: “Toda informação será apresentada à corte no momento oportuno“, revelou o profissional. Em um dos registros publicado no canal, Mike revela ao filho mais jovem que será adotado por outra família. Num vídeo mais polêmico, eles espalham tinta pelo chão do quarto do caçula, Cody, e o ofendem, responsabilizando-o pela bagunça. Ele aparece chorando compulsivamente nas imagens gravadas pelos adultos.

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A imprensa americana estima que o casal tenha ganho entre 200 000 e 350 000 dólares por ano com a publicidade vinculada ao popular canal no YouTube. As acusações de abuso infantil começaram a aparecer online após a divulgação do conteúdo por internautas e outros youtubers. Uma petição no site change.org para que a família fosse investigada reuniu mais de 19 000 assinaturas. “A gente fazia pegadinhas mas, na maioria das vezes, as crianças sabiam e elas eram planejadas“, contou Mike à rede americana ABC.

As informações são da BBC Brasil.

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