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Após um ano, jovem mostra “antes e depois” da anorexia

A jovem chegou a pesar apenas 48 quilos: "Você não precisa validar o seu valor na sua aparência, pelo tamanho da sua cintura ou pelos números na balança"

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 21 mar 2017, 18h13 - Publicado em 21 mar 2017, 17h49

Nesta terça (21), a estudante Mariah Setta, de 21 anos de idade, publicou uma foto emocionante no Instagram. O clique comemora o aniversário de sua recuperação de uma grave transtorno alimentar.

De acordo com a jovem, que mora em Melbourne, na Austrália, os problemas começaram quando ela tinha apenas 13 anos de idade — hoje, oito anos depois, ela sente-se confiante para compartilhar sua história.

A primeira foto foi feita em novembro de 2015, a segunda em outubro de 2016, e que diferença um ano faz. Como vocês sabem, a Semana da Conscientização dos Transtornos Alimentares foi na semana passada. Desde que ela terminou, eu me senti tão frustrada, tão brava comigo mesmo, que eu não publiquei nada. Por quê? Porque eu estava com medo (e ainda estou)“, revelou a jovem numa mensagem no Instagram, publicada na semana passada.

Ela continua o desabafo: “Eu então refleti , como eu espero que o estigma sobre transtornos alimentares mude, como eu espero falar tranquilamente sobre isso, se eu não estou fazendo isso? Então essa sou eu, reunindo toda a minha coragem, para ajudar quem está aí fora sofrendo e lutando com qualquer tipo de doença mental. Você não precisa mais sofrer sozinho, em silêncio. Porque, honestamente, o silêncio é o sintoma mais mortal de qualquer tipo de doença“, comentou a jovem. Confira o clique: 

https://www.instagram.com/p/BRXRV9jjuK1/?taken-by=mariahsetta&hl=en

Você não precisa mais se sentir envergonhado, ou assustado, ou sozinho. Não há problema em pedir ajuda, não há problema em dizer que você não está bem. Porque isso não demonstra fraqueza, mas sim uma grande força. Sua força de escolher o caminho da recuperação, de lutar, de perder algumas batalhas para ganhar uma guerra, de viver. Você merece viver, merece ser feliz. Você não precisa validar o seu valor na sua aparência, pelo tamanho da sua cintura ou pelos números na balança. Você vale muito mais do que isso“, continua a jovem no desabafo.

https://www.instagram.com/p/BQHoHtYg1Gz/?taken-by=mariahsetta&hl=en

Na sequência, a jovem continua fazendo um apelo pela saúde mental: “Você precisa ver a verdadeira beleza da vida, e a verdadeira beleza em você. Confie em mim, eu sei como é isso. Eu sei como é se sentir encurralada, acreditando que você jamais conseguirá mudar sua maneira de pensar e que você, honestamente, não consegue nem se imaginar recuperado. Mas eu estou aqui para dizer que é possível. Que você pode se recuperar. Não será fácil, será muito difícil, mas valerá a pena. E, mesmo que você não acredite em você mesmo agora, nós todos acreditamos em você“, finalizou a jovem.

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https://www.instagram.com/p/BPJ2fDkAOBq/?taken-by=mariahsetta&hl=en

Ao The Daily Mail, a jovem revelou que os problemas começaram quando ela tinha 13 anos de idade e começou o oitavo pesando 72 quilos. Quando ela colocou um aparelho fixo e recebeu ordens de ficar longe de nozes, pirulitos e refrigerantes que poderiam atrapalhar o tratamento, ela perdeu peso e recebeu muitos elogios: “Com apenas 13 anos de idade, eu estava lendo revistas com dietas de apenas 1 200 calorias por dia. Eu sabia quantas calorias todos os alimentos tinham. Eu começava meu dia na balança e terminava meu dia na balança“, contou em um vídeo no YouTube. Assista: 

No começo do nono ano, a jovem já tinha perdido 14 quilos. Seus pais, no entanto, não perceberam o problema: eles acreditavam que a jovem estava apenas se alimentando de uma maneira saudável. Na pior fase da doença, Mariah pesava apenas 48 quilos. “Eu parei de menstruar, meu cabelo começou a cair, eu tropeçava muito e ficava tonta. Um dia eu estava deitada na cama e eu conseguia sentir meu coração desistindo. Eu fui me deitar, mas não sabia se acordaria no dia seguinte“, desabafo.

https://www.instagram.com/p/BN3Ye6Hgs55/?taken-by=mariahsetta&hl=en

No dia seguinte, a jovem pediu para que seus pais a acompanhassem nas refeições para garantir que ela comeria o café da manhã, almoço e jantar. “Foi assim que eu comecei a minha conta no Instagram. No começo, era um diário para que eu aprendesse que comer é normal, saudável e essencial“, comentou a jovem.

https://www.instagram.com/p/BL1tHCyAPCx/?taken-by=mariahsetta&hl=en

Desde então, Mariah já conquistou mais de 30 000 seguidores na rede social, muitos que estão enfrentando o mesmo problema que ela enfrentou anos atrás. “Para as famílias de pessoas que estão enfrentando transtornos alimentantes, você só precisa estar ao lado deles e saiba que, se você os está apoiando e tentando entendê-los, eles vão melhorar“, comentou a jovem. Hoje, ela estuda Economia na Universidade de Melbourne.

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