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Menino sofre paralisia cerebral após acidente com maçã em creche

A fruta, cortada em pequenas fatias e sem casca, ficou presa na garganta do menino e ele teve uma parada cardíaca por 30 minutos

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 3 Apr 2019, 16h47 - Publicado em 3 Apr 2019, 16h24

Neihana Renata estava com a irmã gêmea, Aotea, na creche Little Lights Kindy, na Nova Zelândia, quando sua vida mudou para sempre. O menino tinha apenas 22 meses de vida quando engasgou com um pedaço de maçã oferecido pelo estabelecimento no lanche da tarde. A fruta, cortada em pequenas fatias e sem casca, ficou alojada em sua garganta e ele deixou de respirar. O acidente aconteceu no dia 31 de maio de 2016.

O menino teve uma parada cardíaca por 30 minutos, o que resultou numa severa paralisia cerebral. A criança, que antes adorava correr e brincar, mal consegue se movimentar desde o acidente. “Nós basicamente recebemos a notícia que temos um filho que pode respirar. Ele estava completamente parado, sem movimentos, ele podia abrir os olhos, mas não tinha nada lá. Ele só podia respirar”, desabafou o pai da criança, Wi Renata.

Após o acidente, Neihana passou dois meses internado no hospital. Marama, a mãe da criança, precisou abandonar sua carreira como médica para cuidar integralmente do menino. Ela não culpa os professores da creche pelo o que aconteceu, mas faz um alerta sobre maçãs, consideradas perigosas para crianças pequenas — ela ainda não entende por que a fruta foi entregue ao seu filho de apenas 1 anos de idade. Ela acredita que ainda há muito a ser feito para prevenir que acidentes semelhantes aconteçam novamente.

O Ministério da Saúde da Nova Zelândia cita maçãs cruas como um risco para crianças de até 5 anos de idade. É recomendado que a fruta seja cozida ou ralada para evitar o risco de um engasgo. Um relatório publicado pelo grupo ChildForum chegou à conclusão que, se a maçã não tivesse sido oferecida à criança, o acidente não teria acontecido. Eles também levantam dúvidas sobre os primeiros socorros prestados pela instituição após Neihana engasgar — os questionamentos foram negados após a conclusão do inquérito: “Investigações revelam que os professores da creche Little Lights responderam de maneira apropriada, usando o treinamento em primeiros socorros para evitar repercussões sérias”.

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Após a repercussão da história de Neihana, ficou definido que maçãs e outras frutas e vegetais duros não serão entregues às crianças que têm menos de 3 anos de idade — abre-se uma exceção quando os alimentos estão cozidos, descascados e ralados. As informações são do Daily Mail.

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