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Mulher descobre hipertireoidismo com ajuda de Apple Watch

"Achei que o relógio estava errado porque eu sempre me senti saudável", contou a jovem de 25 anos de idade

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 13 Apr 2018, 18h45 - Publicado em 13 Apr 2018, 17h27

Heather Hendershot, uma jovem de 25 anos do Kansas, nos Estados Unidos, estava assistindo à televisão e relaxando com o marido em casa no domingo (8) à noite quando seu Apple Watch começou a apitar. O aparelhou detectou que ela estava com 120 batimentos por minuto em descanso, o que é anormal para uma mulher tão jovem em um momento de descanso. O “normal” seria de 60 a 100 batimentos por minuto.

Após o primeiro alerta, o relógio continuou apitando a cada dez minutos, avisando Heather que seus batimentos cardíacos seguiam altos. A mulher, no entanto, se sentia bem: “Num primeiro momento, achei que o relógio estava. Sempre me senti saudável. Também não conseguia sentir o meu coração acelerado, o que era estranho“, a jovem contou ao BuzzFeed.

A mulher e o marido, então, decidiram checar os batimentos cardíacos manualmente, descobrindo que o Apple Watch realmente estava correto. Naquela noite, os batimentos de Heather permaneceram altos e, num determinado momento, chegaram a 160 batimentos por minuto.

Na tarde de segunda (9), a mulher decidiu visitar uma clínica. “Estava preocupada que eu pudesse estar doente ou com uma infecção. Tenho dois filhos pequenos em casa, então decidi pesquisar o que estava acontecendo“, contou a mulher. Os médicos confirmaram que os batimentos estavam muito altos, mas não conseguiam encontrar o porquê. Eles então encaminharam a jovem mãe para o hospital mais próximo.

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No pronto-socorro, exames de sangue revelaram que a jovem tem hipertireoidismo. A tireoide é uma glândula no formato de uma borboleta que fica na frente do nosso pescoço. No hipertireoidismo, a glândula fica superativa e produz muitos hormônios, incluindo a tiroxina. Pessoas diagnosticadas com a condição normalmente têm sintomas como fatiga, ansiedade, perda de peso repentina, batimentos cardíacos acelerados, sudorese, tremores e outros problemas — mas não há sintomas óbvios numa primeira fase e, por isso, eles podem ser confundidos com outras doenças. A causa mais comum para o hipertireoidismo é um distúrbio autoimune chamado Doença de Graves, que é mais comum em mulheres do que em homens. 

O hipertireoidismo pode ser tratado com medicamentos que diminuem a produção da tiroxina e, em alguns casos, radiação ou cirurgia são necessários para eliminar ou remover parte da glândula. Se a pessoa ficar sem tratamento, a doença pode levar a uma “tempestade de tireoide”, uma condição severa que pode levar à morte.

A médica do pronto-socorro que atendeu Heather achou que a mulher tinha “tempestade de tireoide”: “Não era isso. Mas tinha um hipertireoidismo severo e precisou ficar hospitalizada“, explicou Alan Wynne, endocrinologista que tratou de Heather. A jovem recebeu medicamentos para diminuir ou impedir que a tiroide produzisses níveis excessivos de hormônios, assim como bloqueadores betas. No hospital, a equipe médica criou um apelido para ela: a paciente do Apple Watch. “Acho que é porque sempre que alguém me perguntava por que eu vim ao pronto-socorro, eu respondia ‘bom, o meu Apple Watch me avisou que os meus batimentos cardíacos estavam muito altos para quem estava repousando’“, contou a jovem.

Heather também disse que não tinha nenhum sintoma notável de hipertireoidismo. O Apple Watch foi o único sinal que algo estava errado. Pessoas com a doença podem apresentar poucos ou nenhum sintoma até ficarem muito doentes, então não é surpreendente que a jovem não tivesse apresentado nenhuma característica anormal ao chegar ao pronto-socorro: “O que é surpreendente é que os rápidos batimentos cardíacos dela foram captados por este aparelho e que ela não tenha sentido os próprios batimentos. Não é normal você não sentir o seu próprio coração palpitar“, contou o médico.

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Você provavelmente sentiria se o seu coração estivesse a 120 batimentos por minuto, alegou o médico, e pareceria que o órgão está pulando em seu peito. Mas, no caso de Heather, ela não sentiu nada. O relógio foi o único motivo para que ela notasse que algo está errado: “É interessante que um aparelho tenha revelado que ela não estava muito bem“. Sem o relógio, a jovem provavelmente passaria um bom tempo sem ser diagnosticada. Para o médico, essa é uma nova era: “Eu não duvidaria que nos próximos anos nós poderemos usar um relógio ou adesivo para monitorar a nossa saúde“.

Após o susto, Heather já está em casa com sua família e tomando vários medicamentos para controlar sua tireoide e manter seus batimentos cardíacos baixos: “Assim que eu parar de amamentar, eu poderei fazer um exame para descobrir a causa do meu hipertireoidismo. Só então nós teremos um tratamento“, explicou. A jovem continua usando o Apple Watch todos os dias.

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