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Noiva se casa 5 dias após ter braço arrancado em ataque de crocodilo

"A vida é imprevisível. Sabe quando dizem que, quando fazemos planos, Deus ri de nós? Isso faz bem mais sentido para mim agora", contou a mulher

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 5 fev 2020, 14h09 - Publicado em 11 Maio 2018, 17h03

Apenas cinco dias antes de seu casamento, Zanele Ndlovu estava lutando por sua vida depois que um crocodilo a arrastou para dentro do rio Zambezi, no Zimbábue. Mas o “contratempo” não impediu que a mulher de 25 anos realizasse o sonho de casar. “Não tínhamos qualquer medo“, disse a noiva a BBC ao relembrar como ela e o noivo entraram em uma canoa para duas pessoas no país africano, em 30 de abril. “Eles disseram: ‘Vocês verão alguns crocodilos’, mas não nos alertaram que eles poderiam nos atacar“.

Eram águas muito tranquilas. Foi um momento bem relaxante. Não vimos ou ouvimos nada“, relembrou Jamie, de 27 anos, ao falar sobre o rio, próximo às Cataratas de Vitória. O passeio tranquilo rapidamente se transformou em um pesadelo quando um crocodilo “saltou” para fora do Zambezi.

Zanele demorou alguns segundos para perceber “de que era um crocodilo de verdade”. O animal não só tinha mordido a mulher, como também a canoa do casal, fazendo com que a jovem e o noivo caíssem na água. Com os dentes fincados no braço da jovem, o crocodilo a puxou para baixo d’água. “Ele me mordeu ao menos três vezes neste braço“, disse Zanele, que precisou amputar o braço poucos dias antes de seu casamento.

Meu primeiro pensamento foi ‘eu vou morrer’. A água estava cheia de sangue, mas, então, após algum tempo, pensei: ‘Não, eu vou lutar’“, relembrou a mulher. “Aguentei firme até que os guias conseguissem me salvar e me colocar em sua canoa“. Já fora da água, dois guias conseguiram fazer um torniquete no braço de Zanele para interromper a hemorragia até que ajuda chegasse. “Vi minha mão de relance e ela estava pendurada por um fiapo de pele. Eles não sabiam que eu tinha consciência disso e tentaram esconder minha mão de mim. Por sorte, eu estava com muito frio, o que reduziu a dor“, relembrou a mulher.

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A noiva foi levada até um hospital em Bulawayo, a segunda maior cidade do país, onde teve o braço amputado. Após a operação, no entanto, não demorou muito até que a noiva voltasse a pensar na cerimônia que ela tinha planejado com muito carinho. “Nosso plano sempre foi nos casarmos em 5 de maio“, contou Zanele.

Ao ver que a paciente se recuperava bem dos ferimentos, a equipe médica permitiu que o casal realizasse o casamento na capela do hospital. O casal não quis adiar a cerimônia e, em circunstância bastante inusitadas, celebraram a união. A comemoração, ainda assim, valeu a pena: “A vida é imprevisível. Sabe quando dizem que, quando fazemos planos, Deus ri de nós? Isso faz bem mais sentido para mim agora. Claro, estavam presentes pessoas que estavam me vendo pela primeira vez após o acidente. Elas choravam, pareciam estar deprimidas. Isso foi um pouco difícil, mas as outras pessoas estavam felizes e me animaram“.

Após o casamento, o casal pensa no futuro e na possibilidade de Zanele usar uma prótese para voltar a trabalhar. “Vai levar algum tempo para me acostumar com a minha vida nova, mas estamos lidando bem com tudo isso até agora“, contou a mulher. “É curioso. Sou uma pessoa mais positiva hoje do que jamais fui. Isso meio que mudou a minha vida, já que quase morri. É difícil explicar para alguém que não estava lá. Poderia facilmente ter morrido. Não é todo dia que uma pessoa sobrevive a um ataque de crocodilo. Então, acordo todos os dias feliz por estar viva“.

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