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A morte de um hamster provocou polêmica em aeroporto americano

Após a repercussão do caso, a universitária diz que tomou a atitude drástica após a sugestão de um funcionário da companhia aérea Spirit Airlines

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 9 fev 2018, 17h08 - Publicado em 9 fev 2018, 17h01

Belen Aldecosea, de 21 anos de idade, tinha um voo para pegar. A universitária estava voltando para casa, no sul da Flórida, em 21 de novembro de 2017 e ligou algumas vezes para a Spirit Airlines para confirmar se seu hamster, Pebbles, um animal de assistência certificado por um médico, poderia embarcar com ela na aeronave. Segundo a jovem, a companhia aérea autorizou a presença do bichinho.

Mas, ao chegar no aeroporto de Baltimore, nos Estados Unidos, uma funcionária da Spirit Airlines não permitiu a entrada de Pebbles no avião — e sugeriu que a passageira se desfizesse do animal em um vaso sanitário para que ela pudesse entrar no avião.

A jovem não conseguiu entrar em contato com os amigos, que estavam a quilômetros de distância. Ela também entrou em contato com pelo menos seis empresas que alugam automóveis, mas não encontrou carros disponíveis – era feriado do Dia de Ação de Graças, uma celebração importante para os americanos. Para piorar, ela estava sentindo dores por causa de um tumor benigno que crescia em seu pescoço. Sem opções, ela deu a descarga no pequeno hamster.

  • Ela estava assustada. Eu estava assustada. Foi horrível colocá-la na privada“, Belen contou ao Miami Herald. “Eu estava emocionada. Eu estava chorando. Eu fiquei 10 minutos chorando na cabine do banheiro“.

    O advogado da universitária, Adam Goodman, revelou ao BuzzFeed que a jovem imagino que afogá-lo na privada privaria o bichinho de sofrimento — afinal, ela teria que liberá-lo próximo ao aeroporto e ele acabaria morrendo inevitavelmente. “Ele é jovem, estava tentando chegar em casa, ela tem um problema médico. Ela lidou com a situação da maneira que ela achou melhor, da maneira como ela foi forçada“.

    Após o episódio, a universitária está pensando em processar a Spirit Airlines. A companhia aérea nega que qualquer um dos seus funcionários disse para a mulher machucar o animal de estimação.

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    Belen adotou Pebbles poucos meses antes de embarcar na aeronave, após desenvolver o tumor em seu pescoço. A jovem chegou a ser diagnosticada com câncer, mas os médicos revelaram se tratar de uma massa benigna. Ela se afastou da faculdade e marcou um voo para voltar para casa, onde o tumor seria removido em uma cirurgia.

    No aeroporto, um funcionário da Spirit Airlines viu que o hamster estava em uma pequena gaiola de transporte e não identificou problemas com o animal. Um segundo profissional da companhia aérea, no entanto, acompanhou a jovem até o portão de embarque e, numa discussão tensa, disse que roedores não eram permitidos na aeronave. Eles também disseram que não poderiam fazer o check-out da jaula.

    A companhia aérea admite que um “representante de reservas, infelizmente, informou de maneira errada a passageira que o hamster era permitido a bordo da aeronave como um animal de assistência”. Roedores de qualquer tipo, assim como furões, cobras e outros répteis, não são permitidos nos voos da Spirit Airlines. A empresa também diz que reagendou o voo de Belen — a nova aeronave decolaria nove horas depois — para que ela tivesse temo de “encontrar outro tipo de acomodação para o animal”.

    Os nossos arquivos indicam que a passageira pegou o voo mais tarde sem mais problemas“, Derek Dombroswki, porta-voz da Spirit Airlines, disse ao BuzzFeed. “Nós oferecemos um voucher para a cliente pelo inconveniente, mas nós nunca recebemos uma resposta“. A universitária diz que o funcionário sugeriu que ela liberasse o hamster ou desse a descarga nele após aceitar a oferta do segundo voo, quando ainda estava questionando o que fazer com o animal de estimação. A companhia, no entanto, diz que nenhum emprego disse para a jovem machucar o bicho de estimação. “É muito desanimador pensar que uma passageira decidiu dar fim à vida do próprio animal de estimação“, disse o porta-voz. 

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