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Jornal Nacional faz editorial contra pedido de resposta do ex-presidente Lula

Na noite de sábado (12), o Jornal Nacional, da Rede Globo, exibiu uma reportagem em formato de editorial para rebater o pedido de direito de resposta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, através de seus advocados, reclamava da conduta da emissora sobre reportagem veiculada durante a semana sobre o caso do triplex do Guarujá, […]

Por Tatiana Izquierdo - Atualizado em 26 Feb 2017, 12h53 - Publicado em 13 Mar 2016, 18h32
A jornalista Sandra Annenberg, que apresentou a edição de sábado (12) do Jornal Nacional, ao lado de

A jornalista Sandra Annenberg, que apresentou a edição de sábado (12) do Jornal Nacional, ao lado de Alexandre Garcia

Na noite de sábado (12), o Jornal Nacional, da Rede Globo, exibiu uma reportagem em formato de editorial para rebater o pedido de direito de resposta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, através de seus advocados, reclamava da conduta da emissora sobre reportagem veiculada durante a semana sobre o caso do triplex do Guarujá, litoral de São Paulo, que culminou no pedido de prisão preventiva de Lula na última semana, por parte do ministério público de São Paulo. O caso será julgado em breve.

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O escritório de advocacia Teixeira e Martins, de São Paulo, representado pelos advogados Roberto Teixeira, Cristiano Zanin Martins e Rodrigo Azevedo Ferrão, enviou carta para a Rede Globo que foi surpreendida ‘espantosamente’, de acordo com o início do texto, lido pelos jornalistas Sandra Annenberg e Alexandre Garcia. O pedido de resposta foi baseado na lei recém-aprovada pelo Congresso, de número 13.188, de 2015.

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O telejornal provou que tentou contato com os assessores de imprensa do Instituto Lula e também dos advogados do ex-presidente, rebatendo os pedidos da carta-resposta e dizendo que ‘não seria verdade’ que os jornalistas globais deixaram de procurar Lula. Um passo a passo foi realizado para mostrar que a emissora procurou todas as fontes necessárias. Confira vídeo na íntegra:

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Após a veiculação do editorial da emissora global, o advogado Cristiano Zanin Martins enviou uma nota de esclarecimento para toda a imprensa, dizendo que “o e-mail exibido na reportagem é da GLOBONEWS – canal fechado que não se confunde com a REDE GLOBO DE TELEVISÃO”. Confira resposta na íntegra:

“A Rede Globo de Televisão, em sua edição de ontem do JN, contrapôs argumentos distintos para dar veracidade à tese da improcedência do pedido de resposta formulado pelos advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 11/03/2016. Além disso, o e-mail exibido na reportagem é da GLOBONEWS – canal fechado que não se confunde com a REDE GLOBO DE TELEVISÃO.

O pedido de resposta tampouco é um atentado contra a emissora ou os seus jornalistas, como foi indevidamente apresentado. Mas meio previsto em lei (Lei nº 13.188/2015), com respaldo na Constituição Federal (CF/88, art. 5º, V) para que qualquer cidadão que se sinta ofendido por uma reportagem possa emitir o seu posicionamento ou, ainda, pedir a retificação.

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A GLOBO, de fato, procurou a assessoria da defesa, mas indagando outros pontos que não aqueles alvo dos questionamento dos advogados. O contato realizado fazia referência exclusivamente aos fundamentos do pedido de prisão preventiva apresentado pelo MP/SP. Sobre esse tema versou a nota encaminhada pela assessoria à emissora, que foi objeto de outra reportagem do JN na mesma data. Não à denúncia e tampouco à “teoria da cegueira deliberada”, que foi usada pela Globo para comparar Lula a um traficante de drogas. Essa a questão real levantada pelos advogados.

O pedido de resposta apresentado está baseado exatamente no fato de que a emissora usou de recursos televisivos para conferir credibilidade a uma denúncia frágil apresentada por três promotores de justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo.

A GLOBO não fez uma cobertura isenta. Uma reportagem de 9 minutos nos moldes acima sobre uma denúncia que neste momento está sendo apreciada pela Justiça desequilibra a relação processual, configurando publicidade opressiva, potencializando indevidamente a acusação estatal.”

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