Clique e assine por apenas 5,90/mês
Pop! Pop! Pop! Por Blog Cultura pop, TV e o que repercute nas redes sociais

A coriza de uma mulher era sintoma de um vazamento de fluido do cérebro 

Apesar de "ordinária", a história da paciente chamou atenção na internet essa semana após médicos finalmente encontraram o motivo para os sintomas da mulher

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 5 fev 2020, 14h09 - Publicado em 10 Maio 2018, 17h29

Kendra Jackson visitou muitos médicos ao longo dos anos. Todos os profissionais davam o mesmo diagnóstico: o nariz escorrendo da mulher e suas dores de cabeça severas não passavam de alergia. Apesar de “singela”, a história da paciente chamou atenção na internet essa semana. O motivo? Médicos do Nebraska Medicine finalmente encontraram o motivo para os sintomas da mulher.

As dores de cabeça e a coriza eram causados por um vazamento de fluido ao redor do cérebro de Kendra. Os médicos diagnosticaram Jackson com vazamento de líquido cefalorraquidiano, doença que teve início em 2013 após a paciente se envolver em um acidente de carro. Há cinco anos, ela perde aproximadamente 240 mililitros de líquido por dia. A história da mulher, no entanto, tem um final feliz: após usar técnicas cirúrgicas não invasivas, os médicos conseguiram interromper o vazamento com o tecido gorduroso da própria mulher — e ela já está se sentindo muito melhor. “Eu não preciso mais carregar um lencinho para todos os lados! E estou dormindo muito melhor“, revelou. 

https://hellogiggles.com/lifestyle/health-fitness/womans-runny-nose-brain-fluid-leak/?utm_content=hlth_internalsyndication&utm_campaign=hellogiggles&utm_medium=social&utm_source=facebook.com

Mas você deveria se preocupar com a coriza do seu nariz — ou é só o efeito da falta de chuva em São Paulo? A revista Health conversou com o otorrinolaringologista Chirag Patel. O médico não esteve envolvido no caso de Kendra, mas é especialista em vazamento de líquido cefalorraquidiano e os trata com frequência.

O médico explica que o líquido cefalorraquidiano protege o cérebro. “Ele existe em uma determinada pressão que deve ser mantida de maneira bastante constante“. A pressão é regulada, em parte, pelo sistema cardiovascular, flutuando com cada batida do coração, e pode subir ou descer de acordo com a pressão sanguínea. “Quando a pressão ao redor do cérebro fica muito alta, o fluido pode escapar pelo osso que separa o cérebro e o nariz, ou o cérebro e a orelha, e criar um buraco por onde o fluido pode vazar. Isso é conhecido como vazamento de líquido cefalorraquidiano espontâneo e é mais comum em mulheres com idade fértil“, explicou o médico. A condição também pode afetar homens de qualquer idade. Patel também diz que há um aumento de diagnósticos por causa da obesidade. O vazamento pode acontecer após uma experiência traumática, como acidente de carro, cirurgia, uma queda feia ou qualquer tipo de lesão na base do crânio.

Continua após a publicidade

É comum a dificuldade para diagnosticar a doença: os sintomas constantemente são confundidos com sintomas de sinusite ou alergias — a coriza no nariz é o sintoma mais comum. Mas há uma diferença. “Normalmente, com um vazamento de líquido cefalorraquidiano, o nariz só escorre de um lado e pinga constantemente, como uma torneira. O sabor salgado ou metálico também pode indicar um vazamento“. O vazamento também pode acontecer pelas orelhas. “Se o vazamento acontece pela orelha, a condição pode provocar perda de audição ou a sensação que o ouvido está entupido“.

O vazamento de líquido cefalorraquidiano não é perigoso, mas pode provocar complicações sérias: “Se você perder muito fluido rapidamente, o vazamento pode provocar dores de cabeça bastante intensas. A maior preocupação, no entanto, é que seu corpo pode não acompanhar a produção fluidos e, assim, ar pode entrar no espaço ao redor do cérebro onde o seu fluído deveria estar. Se há muito ar, ele irá empurrar o cérebro para criar espaço e isso pode ser perigoso“, contou o Dr. Patel, dizendo que o ar pode entrar no cérebro ao tentar assoar o nariz repetidamente. Também há a chance de desenvolver uma infecção. Felizmente, o tratamento é bem simples: basta fechar o buraco por onde o fluido está saindo.

Mas o quão comum é a condição? Pesquisas sugerem que 5 em 100 000 pessoas são afetadas pela doença todos os anos. No entanto, o Patel faz um alerta: “Há muitas razões para ter um nariz com coriza ou um ouvido entupido, e essa seria a causa menos possível“. Ou seja, não fique assustado — as alergias ou um simples resfriado não são sinal de algo pior. Se os sintomas persistirem, no entanto, é bom consultar um médico, especialmente se eles são acompanhados por outros sinais, como dores de cabeça severas.

As informações são do HelloGiggles.

Dê sua opinião: E você, o que achou da repercussão da história? Deixe seu comentário e aproveite para curtir a nossa fanpage no Facebook!

Continua após a publicidade
Publicidade