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Christiane Torloni relembra luto após morte do filho de 12 anos, em 1991

No 'Conversa com Bial', a atriz da TV Globo falou sobre sua carreira e também do trabalho na direção do filme 'Amazônia — O Despertar da Florestania'

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 14 May 2019, 13h04 - Publicado em 14 May 2019, 12h49

Christiane Torloni esteve com a mãe, Monah Delacy, no Conversa com Bial desta segunda-feira (13). No bate-papo com o apresentador, a contratada da TV Globo falou sobre sua carreira e também o trabalho na direção do filme Amazônia – O Despertar da Florestania. No entanto, um momento chamou atenção dos telespectadores: quando a atriz relembrou a morte do filho, Guilherme, aos 12 anos, em 1991.

Após a morte da criança, Christiane foi morar com Leonardo, irmão gêmeo de Guilherme, em Portugal: “Eu fui criada de uma maneira para não temer grandes emoções e o luto faz parte da nossa vida. A gente não tem que ter vergonha. A dor, de alguma maneira, humilha as pessoas. Você se sente humilhado porque está exposto. Mas não temer o processo natural dos sentimentos é importante. Eu precisei me recolher“, contou ela, clique aqui para saber mais.

Já a avó, Monah, escolheu ficar reclusa em sua casa em Petrópolis após a morte do neto e, durante o luto, descobriu um novo rumo para a vida após ser convidada para começar a dar aulas de teatro. “E você se descobriu uma professora nata”, disse Bial.

O luto não passa nunca. Só vai diminuindo de potência, mas está sempre lá. É um convívio diário. Não existe ex-mãe ou ex-filho. Você conviver com isso é o grande desafio da vida. E principalmente não achar que isso foi um castigo. Isso me fez desapegar mais do Leo [o ator Leonardo Carvalho, seu filho], porque temos que aprender que não somos donos de nada. Não temos controle sobre a vida e a morte”, declarou Christiane.

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Guilherme morreu em um acidente de carro na casa da atriz, em São Conrado, no Rio de Janeiro, em 1991. Cristiane e os gêmeos estavam numa caminhonete quando, após uma manobra malfeita, o automóvel despencou da garagem da residência, de ré, de uma altura de 4,5 metros. Na época, Cristiane e Leonardo sofreram escoriações leves, mas Guilherme não sobreviveu ao ocorrido. 

A atriz revelou ainda que chegou a pensar em ter mais filhos e que até hoje recebe cartas de apoio dos fãs: “Como a essência do ator é donativa, quando você perde seu coração, sua alma, não sabe nem se vai continuar vivo. É uma coisa a que pouca gente sobrevive. Tem gente que está aparentemente viva, mas já morreu há trinta e tantos anos. A arte veio salvar a minha vida. O coração é o que mantém a mente inteira. O maior órgão, o mais delicado é o coração. Na hora que ele se espatifa, a mente se descontrola. Manter seu coração inteiro para a sua mente ficar em ordem é sobre humano“.

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