Clique e Assine a partir de R$ 12,90/mês
Poder SP - Por Sérgio Quintella Sérgio Quintella é repórter de cidades e trabalha na Vejinha desde 2015

Justiça determina suspensão das obras no Vale do Anhangabaú

Liminar foi pedida por Associação Preserva SP, que apontou falhas no projeto

Por Sérgio Quintella Atualizado em 2 ago 2019, 18h51 - Publicado em 2 ago 2019, 18h45

A juíza Maria Fernanda de Toledo Rodovalho, da 16° Vara da Fazenda Pública, acolheu a solicitação da Associação Preserva SP e determinou a suspensão das obras do Vale do Anhangabaú, orçadas em 80 milhões de reais. No despacho, a magistrada afirmou que o projeto apresenta diversas dúvidas. “Há, a contra indicar as alterações, diversos questionamentos (inclusive no que se refere à necessidade e legalidade de prévia autorização por parte de órgãos públicos e no que tange à suficiência da manifestação pública sobre o impacto do projeto), isso sem mencionar o prejuízo pela retirada das árvores”.

A medida da juíza vale tanto para o corte de árvores quanto para a continuidade da reforma, que já começou. A multa pelo não cumprimento da determinação é de 10 000 reais por dia. Procurada, a prefeitura afirma que ainda não foi notificada.

Além da associação, o Ministério Público se mostrou contrário à reforma. Em um parecer, os promotores do Meio Ambiente afirmam ser injustificável a supressão de árvores para a instalação de jatos d´água, como quer a gestão de Bruno Covas. Chamado de spray park, o mecanismo é contestado em alguns países e chegou inclusive a ser responsabilizado por um surto de bactérias em Nova York.

O projeto de revitalização do local começou a ser elaborado em 2013, na gestão Fernando Haddad (PT). Em 2014, bancos, decks de madeira, paraciclos e áreas para atividades culturais chegaram a ser instalados na região. A previsão inicial era de que as obras custariam 100 milhões de reais e teriam início em 2016. A verba teria recursos da Operação Urbana Centro.

 

 

Continua após a publicidade
Publicidade