Bancas de jornais da Avenida Ipiranga ganham “banho de loja”

Espaços investem em serviços para atrair público maior

Em um raio de três quarteirões da Avenida Ipiranga, entre as Ruas Basílio da Gama e 24 de Maio, no centro, as seis bancas de jornais e revistas existentes no pedaço estão novinhas em folha. As três últimas foram reformadas há menos de dois meses. Os espaços contrastam com muitas das bancas espalhadas pela cidade, que definham aos olhos dos pedestres. “Apostamos em serviços como recargas de Bilhete Único e de celulares, além de oferecer ampla gama de comestíveis. E, claro, as revistas, que representam 40% no negócio”, afirma José Inácio, proprietário de um dos espaços reformados. A valor de uma obra dessas pode chegar a 15 000 reais.

Nos outros locais da mesma via, cujos proprietários não quiseram conceder entrevista, há geladeiras com bebidas, artigos de tabacaria, brinquedos oriundos da China e até os famigerados “jornais para pet”. Esses últimos são produtos encalhados que são amarrados com fitas e custam cerca de 10 reais o volume (com cerca de 5 quilos). “Vendemos mais de dez fardos por dia”, afirma uma vendedora que não quis ser identificada.

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em 2016 um Projeto de Lei que permite publicidade nas bancas da cidade, o que daria uma grande sobrevida ao segmento, mas o texto não foi apreciado em segundo turno. Na prefeitura, o tema voltou a ser discutido recentemente, mas esbarra na contrapartida que os proprietários concederiam ao município, a título de outorga. O entrave ocorre porque os estabelecimentos são concedidos aos proprietários e não haveria a possibilidade de haver uma “concessão da concessão”.

“Seria a nossa salvação, pois a maioria das bancas da cidade, tirando de corredores com grande fluxo de pessoas, está em situação precária”, afirma José Antonio Mantovani, presidente do Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas de São Paulo. “Na Espanha e em outros países da Europa as bancas possuem bancos no entorno e são locais agradáveis. Por que aqui não fazemos o mesmo? Uma empresa de e-commerce, por exemplo, que não faz entrega em locais de risco, poderia usar nossas estruturas para centralizar os pedidos. Ou empresas de patinetes poderiam guardar seus veículos à noite em nossos pontos”.

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