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Carol Pascoal - Passagem de Som Por Blog Dicas e novidades sobre o universo musical.

Sem surpresas, Elton John enfileira hits no Jockey Club

Na noite de ontem, quando Elton John entrou no palco do Jockey Club, pontualmente às 20h30, muita gente ainda se acomodava. A estrutura montada no local para receber a turnê que celebra os 40 anos da canção Rocket Man (I Think It’s Going To Be a Long, Long Time) remete a um teatro a céu aberto com capacidade […]

Por Leonam Bernardo Atualizado em 27 fev 2017, 11h21 - Publicado em 28 fev 2013, 18h18

O cantor e pianista inglês: show para 11500 pessoas (Foto: Stephan Solon)

Na noite de ontem, quando Elton John entrou no palco do Jockey Club, pontualmente às 20h30, muita gente ainda se acomodava. A estrutura montada no local para receber a turnê que celebra os 40 anos da canção Rocket Man (I Think It’s Going To Be a Long, Long Time) remete a um teatro a céu aberto com capacidade de 15000 lugares (11500 foram preenchidos). O show do cantor inglês pede tal formato, no qual os presentes conseguem se aquietar e ficar mais atentos ao espetáculo. Mas o ideal seria um terreno com declive, pois o público do fundo mal podia ver a estrela da noite (apesar de o paletó brilhante e a camisa azul combinando com os óculos ajudarem). Após interpretar a sugestiva The Bitch Is Back, o artista sentou em cima do piano e foi ovacionado pelos fãs. Ao longo da exibição, seria exatamente a relação (e a habilidade) com o instrumento que envolveria a audiência, além do repertório previsível e cheio de hits.

Na sequência – prejudicadas pelo som abafado e com eco, o que seria ajustado ao longo da apresentação -, foram executas Bennie and the Jets, Grey Seal e Levon. Repetidas vezes, o inglês elogiou o Brasil e dedicou Tiny Dancer a todas as garotas bonitas. Também confessou que a próxima faixa, Believe, é uma de suas canções prediletas, porque fala de amor. Goodbye Yellow Brick Road antecedeu a música que dá nome ao espetáculo. Até este ponto, o público ainda se encontrava morno diante do ídolo. A postura só mudou na reta final do show, quando surgiu Skyline Pigeon, bela música do disco de estreia Empty Sky (1969) – um dos primeiros frutos da célebre parceria Bernie Taupin/Elton John.

Elton John: cumplicidade com o instrumento que domina (Foto: Stephan Solon)

A previsão para noite era de chuva, mas uma garoa tímida só ameaçou engrossar neste ponto do espetáculo. Afugentou alguns e animou outros de vez, que foram brindados pela trinca que encerraria o roteiro: I’m Still Standing, Crocodile RockSaturday Night’s Alright for Fighting. Durante Crocodile Rock, inclusive, os fãs participaram do refrão com os seus La La La numa espécie de karaokê. O artista saiu brevemente do palco e retornou para um bis enxuto, que listou a preciosa Your Song – muito bem recebida por todos. Para quem foi ao show apenas pelo evento, não teve surpresas. O público pôde conferir, contudo, uma estrela em execução correta e um repertório valioso.  Já para os fãs de verdade, foi uma noite para não colocar defeito.

 

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