Arnaldo Antunes fala sobre o seu Acústico MTV

Elétrico no palco desde a época dos Titãs, o cantor e compositor Arnaldo Antunes comemora os trinta anos em atividade com o Acústico MTV, lançado em maio. Apesar de o formato desplugado sugerir uma certa tranquilidade, ele não economiza em danças e giros, como o público pôde comprovar na série de seis exibições com ingressos […]

O cantor e compositor: “Eu me seguro para ficar no banquinho, mas não aguento” (Foto: Divulgação)

Elétrico no palco desde a época dos Titãs, o cantor e compositor Arnaldo Antunes comemora os trinta anos em atividade com o Acústico MTV, lançado em maio. Apesar de o formato desplugado sugerir uma certa tranquilidade, ele não economiza em danças e giros, como o público pôde comprovar na série de seis exibições com ingressos esgotados realizada em junho no Sesc Belenzinho. Acompanhado por uma banda talentosa  formada por Betão Aguiar (baixo, guitarra e violão), Chico Salem (violão e banjo), Curumin (bateria), Edgard Scandurra (violão) e Marcelo Jeneci (teclados e acordeão) –, o artista leva o mesmo espetáculo ao Credicard Hall. A cenografia da apresentação é graciosa. Criada pelo estilista Marcelo Sommer, assim como o figurino, trata-se de um carrossel adornado por uma cúpula de luzes semelhantes as de quermesse.Como o repertório abrange diferentes fases da trajetória de Arnaldo Antunes, a plateia costuma reunir fãs novos e antigos. Além de faixas dos Titãs (Comida e Hereditário), dos Tribalistas (Passe em Casa) e da carreira-solo (A Casa É Sua e Envelhecer), há canções autorais registradas por outros intérpretes (Alma) e as inéditas Dentro de um Sonho e Ligado a Você. Confira a entrevista:

O Acústico MTV foi gravado para comemorar os seus 30 anos de carreira ou o convite da MTV foi uma coincidência? 

Não foi gravado intencionalmente para comemorar, mas foi uma feliz coincidência, porque acabou sendo uma oportunidade de reler a carreira em um formato novo. Para mim, foi interessante escolher um repertório bastante representativo da minha trajetória.

Por que escolheu um carrossel como cenário?

Na verdade, partiu de mim a ideia de fazer um palco em que pudéssemos tocar em círculo. Essa é uma situação muito confortável, porque é a maneira como a gente ensaia. Dá para nos olharmos. Eu gosto desse clima de intimidade e de cumplicidade entre os músicos. Nos shows, como ficava de frente para o público, perdia essa coisa de estar se olhando. Pensei em um palco giratório, mas a ideia das luzes e do carrossel foi do estilista Marcelo Sommer, que também fez os figurinos.

Como selecionou as músicas que entrariam no trabalho?

Foi um processo difícil, mas prazeroso. Pensei em algumas frentes que tinham de ser representadas: a carreira-solo, os Titãs, algo da época dos Tribalistas, músicas minhas que outros intérpretes gravaram e canções inéditas. A partir daí, fiz uma triagem, porque eu queria um equilíbrio entre músicas de sucesso e do lado B, contudo o critério principal foi o que eu estava com vontade de cantar. Também pedi auxílio para a banda e o Liminha, que produziu o disco.

A música Envelhecer entrou em Iê Iê Iê, no Ao Vivo Lá em Casa e no Acústico MTV. Ela tem um significado importante para você? 

Por se tratar de um trabalho mais recente, eu queria incluir poucas músicas do Iê Iê Iê. Envelhecer é uma música representativa, mas não foi escolhida pela questão do envelhecimento ou da idade como uma coisa pessoal. É uma canção que eu gosto muito e que trata de um assunto pouco falado.

Arnaldo Antunes e banda: cenografia e figurino assinados por Marcelo Sommer (Foto: Pedro Abude)

Os músicos de sua banda têm projetos paralelos. Mesmo assim você está com a mesma formação desde Iê Iê Iê. Encontrou a formação ideal?

Eu acho um privilégio tocar com essa banda. Fiquei muito contente com o resultado da gravação de  Iê Iê Iê. Depois, com a frequência de shows, fomos nos aproximando. Eles não são só músicos, também são compositores. Acabamos fazendo muitas parcerias na estrada. Eu admiro o trabalho de cada um. É um formato difícil de manter. Quando dá para fazer show com a formação original, a gente faz. Quando um deles tem algum compromisso, acabo usando substitutos.

O formato acústico tem uma proposta mais tranquila. Mas no show do Sesc Belenzinho você estava bastante agitado… 

Foi um desafio e uma novidade interessante fazer um show mais sereno. Eu me seguro para ficar no banquinho, mas não aguento e acabo levantando e dançando. Tenho esse impulso de me movimentar no palco. O show e o contato com o público são excitantes para mim. É um momento contagiante, por isso não resisto.

No começo do ano, alguns membros dos Titãs citaram um show com a presença de ex-integrantes para comemorar os 30 anos de carreira da banda. Tem alguma novidade sobre isso?

Os Titãs pretendem, até o fim do ano, realizar um show para comemorar. Eles me convidaram para participar. E é claro que eu topei. Serão duas ou três  apresentações. Acho bom poder matar a saudade e estar junto deles no palco. Já participei de outras ocasiões, como a gravação do Acústico MTV deles e o show que fizeram com Os Paralamas do Sucesso. É sempre muito prazeroso estar com eles. Se acontecer será legal.

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