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Notas Etílicas Por Saulo Yassuda Dicas, novidades e observações do mundo dos bares e das bebidas

Original, que inspirou uma geração de bares, faz 25 anos com novidades

"Tem que tirar muito chope para ser percebido como um clássico", diz Edgard Bueno, sócio da casa

Por Saulo Yassuda Atualizado em 27 ago 2021, 20h44 - Publicado em 27 ago 2021, 21h00

O Original celebra o jubileu de prata neste mês de agosto — abriu ao público em 30 de agosto de 1996. Com um menu que homenageava antigos botecos paulistanos, o endereço inspirou uma geração de bares da capital e agora chega aos 25 anos com vitalidade — e novidades. O mineiro Fred Trindade, que já passou por casas como Tragaluz, de Tiradentes (MG), foi convidado para criar uma lista de receitas para o endereço pioneiro da Cia. Tradicional de Comércio.

Panelinha de arroz com castanhas coberto por ervas verdes e fatias de limão-taiti sobre prato de louça branca em cima de descanso azul do bar Original em mesa de madeira.
Arroz vegetariano: com casatanhas e ovo frito The Daily Company/Divulgação

Vai muito bem com o chopinho (R$ 9,90) a carne bovina seca ao sereno, ou serenada (R$ 55,00), com farofa e manteiga de garrafa. Clássico local, o besteira à milanesa (canapé de bife à milanesa com queijo; R$ 51,00) ganhou a versão de torresmo, molho barbecue e pimenta-biquinho (R$ 49,00). Vegetariano, o arroz molhadinho com castanha-de-caju, castanha-do-pará e ovo frito (foto) sai por R$ 49,00.

Confira, abaixo, uma entrevista com Edgard Bueno da Costa, um dos sócios do Original.

Homem de camisa azul e braços cruzados posa para a foto
Edgard Bueno: sócio da Cia. Tradicional de Comércio Divulgação/Divulgação

Quando a casa abriu, homenageava no cardápio botecos de São Paulo e alguns do Rio de Janeiro. Acha que, um dia, o Original será o homenageado de outros bares?
O bar nasceu com essa ideia de, mais que homenagear, valorizar, colocar em outro patamar de importância esses bares tradicionais que formavam um time que há anos estava aberto, mas sem muita valorização. Boa parte das pessoas os conhecia, mas ninguém visitava. Queriam mais bares minimalistas, com techno, não queriam saber de bolinho, do atendimento do garçom… Alguns desses bares ficaram pelo caminho, como o Amigo Leal. Outros continuam, como o Bar Léo, que era nossa referência de padrão de chope, o Elidio... No Rio, o Belmonte daquela época, o Paladino… É muito louco: a gente queria levantar as portas do Original sendo um clássico, mas isso não é possível. Você tem que rodar, tirar muito chope, para ser percebido como um clássico. O tempo passou e não percebemos muito: estamos com um quarto de século para comemorar. Acho que já estamos maduros, e, se alguém achar que a gente merece essa reverência, estamos lá, firmes. 

Se vocês estivessem inaugurado hoje, quais seriam os bares celebrados?
Esses mesmos aí que estão abertos ainda. Entre os mais recentes, tem o Frangó, por exemplo, que àquela altura já era um bar com tradição e hoje é ainda mais. Outros bares são o Juriti e o Jabuti, que a gente já falava na época, e estão passando essa fase a duras penas.

Por que o Original não tem filial, assim como outros bares da empresa, entre eles Astor e Pirajá? Vem uma nova unidade por aí?
Nós realmente temos essa coisa que até o próprio nome propõe: ser original. As filiais do Original têm a ver com a matéria da Vejinha sobre os clones que foram abertos um ano depois [em 1998, uma reportagem sobre a onda de bares que surgiram “inspirados” na casa de Moema foi publicada na revista]. São todos filiais do Original, só não fomos nós que abrimos. Não está nos atuais planos uma filial.

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Bar Original
Rua Graúna, 137, Moema, tel. 5093-9486.
baroriginal.com.br.

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Valeu pela visita! Tem alguma novidade para me enviar? Meu e-mail é saulo.yassuda@abril.com.br

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