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Na Plateia Tudo sobre teatro

Guilherme Logullo encontra a alma de Nelson Gonçalves nas canções

O ator protagoniza "Nelson Gonçalves - O Amor e o Tempo", musical em cartaz até o dia 30 no Teatro Gazeta

Por Dirceu Alves Jr. 7 jun 2019, 09h06

O ator Guilherme Logullo chamou atenção do público no ano passado no espetáculo Bibi, Uma Vida em Musical, que ele representava o dramaturgo Paulo Pontes, um dos maridos da atriz e cantora Bibi Ferreira. De volta aos palcos paulistanos, o artista protagoniza Nelson Gonçalves – O Amor e o Tempo. O musical, em cartaz no Teatro Gazeta até o dia 30, foge de uma dramaturgia biográfica óbvia ao retratar um dos maiores cantores brasileiros de todos os tempo.

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O texto, escrito por Gabriel Chalita, apresenta o estilo e a personalidade de Nelson através de seus sucessos, que são interpretados e dramatizados por Logullo e pela cantora Jullie. Logullo comenta aqui um pouco de Nelson Gonçalves – O Amor e o Tempo, da admiração pelo artista e lista as canções que mais lhe emocionam durante as apresentações. Conta um pouco mais para nós, Guilherme Logullo.

“‘Nelson Gonçalves – O Amor e o Tempo’ reúne 33 canções. Uma mais potente que a outra. São de uma época em que a música era o combustível para a vida, retratava as dores e os amores. Eu me identifico com a coragem de Nelson Gonçalves. Ele teve altos e baixos e nunca desistiu de fazer aquilo que amava. Todas as noites entro no palco com a convicção de dar o meu melhor para a plateia. Tenho um respeito enorme pelo meu oficio e pelo público”.

“Entre as gravações consagradas por Nelson, escolhi estas especialmente que estão no repertório do musical porque são as que mais me identifico e através delas tocamos em diversos assuntos”.

Naquela Mesa, composição de Sérgio Bittencourt

“Quando eu canto essa música, por exemplo, estamos falando da saudade do pai. Sempre que estou em cena eu me lembro também do meu pai, que partiu muito cedo e deixou a saudade”.

Carlos Gardel, composição de Herivelto Martins e David Nasser

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“É um daqueles clássicos que arrepia por sua levada em ritmo de tango”.

Carinhoso, composição de Pixinguinha

“Essa música me emociona também por ser o grande clássico desse compositor e a música que sempre que ouvimos nos causa uma nostalgia saborosa”.

Devolvi, composição de Adelino Moreira

“Sempre que canto eu sou remetido aquela famosa dor de cotovelo que todo mundo já passou um dia, aquelas brigas amorosas que devolvemos tudo para não ter a lembrança”.

A Volta do Boêmio, composição de Adelino Moreira

“É o único momento do espetáculo em que tento me aproximar da maneira que o Nelson cantava. Remetemos ao tempo da rádio com um efeito na voz. Em todas as outras partes eu tento trazer a minha verdade até porque tentar imitar seria impossível”.

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