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Mariana Barros - Morar em SP Por Blog

Um brutalista sem corredores

As linhas brutalistas de Paulo Mendes da Rocha são mais comuns de serem encontradas nas casas que ele projetou pela cidade e em espaços culturais como o Mube (Museu Brasileiro de Escultura), na Avenida Europa. Há, porém, um edifício de apartamentos no mesmo estilo criado pelo arquiteto em 1962, o primeiro prédio residencial brutalista de […]

Por admin - Atualizado em 27 Feb 2017, 10h58 - Publicado em 29 Apr 2013, 14h04

Edifício Guaimbê, o primeiro brutalista (Fotos: Divulgação/Casa Bacanas)

As linhas brutalistas de Paulo Mendes da Rocha são mais comuns de serem encontradas nas casas que ele projetou pela cidade e em espaços culturais como o Mube (Museu Brasileiro de Escultura), na Avenida Europa. Há, porém, um edifício de apartamentos no mesmo estilo criado pelo arquiteto em 1962, o primeiro prédio residencial brutalista de que se tem notícias. Trata-se do Guaimbê, na Rua Haddock Lobo, no coração dos Jardins.

Tanto por fora como por dentro, ele se destaca da grande maioria dos edifícios residenciais da cidade. Primeiro por fora: ele tem fachada em concreto aparente, não há portão que o separe da calçada e nas laterais, em vez de uma parede contínua, um amplo brise soleil laterais. Esses brises são na verdade enormes frestas verticais, do chão ao teto, que garantem privacidade e isolamento dos vizinhos ao mesmo tempo em que proporcionam muita iluminação e ventilação naturais. Por dentro, a planta é igualmente surpreendente: não há corredores. Imagine isso, um apartamento sem corredor, em que as (poucas) paredes internas fazem curvas para separar um ambiente do outro, como na divisão entre cozinha e sala de jantar.

Brises laterais garantem privacidade e muita iluminação natural

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Sala de estar ao fundo, super iluminada e ventilada

 

 

Janelão piso teto da sala de estar

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Parede curva separa sala de jantar da cozinha, que está atrás da parede

Um dos apartamentos entrou para locação pela Casas Bacanas, boutique imobiliária voltada a imóveis especiais, sobre a qual já falamos aqui no blog. São 195 metros quadrados com três dormitórios, sendo um deles suíte. O destaque fica para a cozinha, toda revestida por pastilhas de vidro verdes. O valor pedido pelos proprietários é de 8 000 reais, que podem ser negociados caso os locatários estejam dispostos a assumir algumas melhorias. Como o apartamento é antigo, há uma lista de coisas a serem trocadas: encanamento, fiação, piso e caixilhos, por exemplo.” Quem se dispuser a fazer essa reforma conseguirá um abatimento do valor do aluguel”, diz a corretora Stella Reis, acrescentando que já há alguns interessados nesta empreitada.

O portfólio da Casas Bacanas agora inclui imóveis no Rio de Janeiro. “Começamos neste mês e já temos algumas coisas bem interessantes aparecendo”, comemora Monique Tonini, a proprietária da imobiliária.

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A cozinha do apto para locação, toda de pastilhas verdes

As linhas orgânicas dispensam corredor

Como uma onda no mar, ou melhor, em plena Haddock Lobo

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