Um brutalista sem corredores

As linhas brutalistas de Paulo Mendes da Rocha são mais comuns de serem encontradas nas casas que ele projetou pela cidade e em espaços culturais como o Mube (Museu Brasileiro de Escultura), na Avenida Europa. Há, porém, um edifício de apartamentos no mesmo estilo criado pelo arquiteto em 1962, o primeiro prédio residencial brutalista de […]

Edifício Guaimbê, o primeiro brutalista (Fotos: Divulgação/Casa Bacanas)

As linhas brutalistas de Paulo Mendes da Rocha são mais comuns de serem encontradas nas casas que ele projetou pela cidade e em espaços culturais como o Mube (Museu Brasileiro de Escultura), na Avenida Europa. Há, porém, um edifício de apartamentos no mesmo estilo criado pelo arquiteto em 1962, o primeiro prédio residencial brutalista de que se tem notícias. Trata-se do Guaimbê, na Rua Haddock Lobo, no coração dos Jardins.

Tanto por fora como por dentro, ele se destaca da grande maioria dos edifícios residenciais da cidade. Primeiro por fora: ele tem fachada em concreto aparente, não há portão que o separe da calçada e nas laterais, em vez de uma parede contínua, um amplo brise soleil laterais. Esses brises são na verdade enormes frestas verticais, do chão ao teto, que garantem privacidade e isolamento dos vizinhos ao mesmo tempo em que proporcionam muita iluminação e ventilação naturais. Por dentro, a planta é igualmente surpreendente: não há corredores. Imagine isso, um apartamento sem corredor, em que as (poucas) paredes internas fazem curvas para separar um ambiente do outro, como na divisão entre cozinha e sala de jantar.

Brises laterais garantem privacidade e muita iluminação natural

Sala de estar ao fundo, super iluminada e ventilada

 

 

Janelão piso teto da sala de estar

 

Parede curva separa sala de jantar da cozinha, que está atrás da parede

Um dos apartamentos entrou para locação pela Casas Bacanas, boutique imobiliária voltada a imóveis especiais, sobre a qual já falamos aqui no blog. São 195 metros quadrados com três dormitórios, sendo um deles suíte. O destaque fica para a cozinha, toda revestida por pastilhas de vidro verdes. O valor pedido pelos proprietários é de 8 000 reais, que podem ser negociados caso os locatários estejam dispostos a assumir algumas melhorias. Como o apartamento é antigo, há uma lista de coisas a serem trocadas: encanamento, fiação, piso e caixilhos, por exemplo.” Quem se dispuser a fazer essa reforma conseguirá um abatimento do valor do aluguel”, diz a corretora Stella Reis, acrescentando que já há alguns interessados nesta empreitada.

O portfólio da Casas Bacanas agora inclui imóveis no Rio de Janeiro. “Começamos neste mês e já temos algumas coisas bem interessantes aparecendo”, comemora Monique Tonini, a proprietária da imobiliária.

A cozinha do apto para locação, toda de pastilhas verdes

As linhas orgânicas dispensam corredor

Como uma onda no mar, ou melhor, em plena Haddock Lobo

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