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Mariana Barros - Morar em SP Por Blog

Repercussões no Anchieta

Poucas coisas são mais gratificantes na vida de um jornalista do perceber que seu trabalho repercutiu positivamente na vida de outras pessoas. Compartilho aqui com vocês o relato de Caetano Barreira, novo síndico do Edifício Anchieta, que foi tema do blog no início deste ano. Na semana passada, o pessoal que está preparando a abertura […]

Por admin Atualizado em 27 fev 2017, 11h17 - Publicado em 12 mar 2013, 13h15

O Edifício Anchieta, na esquina da Paulista com a Consolação (Foto Mariana Barros)

Poucas coisas são mais gratificantes na vida de um jornalista do perceber que seu trabalho repercutiu positivamente na vida de outras pessoas. Compartilho aqui com vocês o relato de Caetano Barreira, novo síndico do Edifício Anchieta, que foi tema do blog no início deste ano. Na semana passada, o pessoal que está preparando a abertura do Bar Riviera postou na página do Facebook deles meu texto sobre o edifício. Pelo jeito a coisa vai de vento em popa. Espero trazer logo mais notícias do desenrolar dessa bela retomada.

 

“Olá Mariana,
Gostei muito do seu post sobre o Anchieta. Apesar de discordar de alguns pontos, o artigo foi uma das motivações para me candidatar a síndico do prédio em questão. Estou eleito e trabalhando arduamente para que o edifício tenha o brilho que teve à época de sua construção.
Há um anacronismo muito difícil de resolver entre o edifício lançado em 1941, em que os empregados usavam luvas de tecido para trabalhar e o jardim ia até o outro lado do túnel conhecido como “Buraco da Paulista”, e o edifício atual, cuja calçada é espremida por um enorme ponto de ônibus, em que usuários de crack expulsos do centro veem dar as caras e o vão construído sob pilotis faz com que o barulho dos ônibus e caminhões estremeça todo o prédio. O edifício foi construído pelo governo, voltado aos  funcionários públicos, que contavam com facilidades para adquirir apartamentos no Anchieta. Temos mais de 5 000 metros de área comum que exigem muita manutenção e já não oferecem os mesmos atrativos de décadas passadas, como o jardim de mais de 150 metros que ostentava à frente de seus pilares…
A verdade é que o prédio é de um tempo em que a cidade era feita para as pessoas. Hoje, ela é consumida pelos veículos automotores. O Anchieta e seus moradores são apenas algumas das vítimas desse movimento da cidade se voltar aos automotores.
Quem podia se mudou, evitando todos os males de viver em um prédio projetado para estar aberto à cidade com jardins sem cercas, mas que foi lentamente engolido pela vasta necessidade de abrir passagem desorganizadamente. Quem ficou ou veio, foi em geral por falta de outra oportunidade de viver em uma região tão central por um preço tão atraente.
Agora junto com outros moradores e com a reativação do Riviera estamos colocando o Anchieta em outros trilhos. Gostaria que você nos visitasse e acompanhasse esse projeto, que é recém-nascido, mas muito potente.
No final desse mês teremos o lançamento do bar Riviera, que funcionará sob o comando do chef Alex Atala e do manager Facundo Guerra. Espero brevemente poder anunciar outras novidades. Agradeço pela provocação que fez com que alguns moradores se revoltassem e que outros pegassem firme nesse projeto.

Caetano Barreira”

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