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Tudo Sobre Cinema

Redação da Vejinha indica grandes filmes para ver (ou rever) em 2021

Do cinco-estrelas recente Babenco até o sucesso dos anos 80 Era uma Vez na América, veja as recomendações de longas-metragens

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 8 fev 2021, 20h14 - Publicado em 8 jan 2021, 06h00

Drama feminista perturbador vindo da Argentina – Raul Juste Lores

Quem acha que todo filme argentino traz Ricardo Darín como protagonista precisa prestar mais atenção ao cinema dos talentosos vizinhos (e pegar boas dicas na Vejinha). Como neste Crimes de Família, lançado em plena pandemia na Netflix, que merecia ter mais repercussão. Maternidade, aborto, justiça e a relação entre patrões e empregados são abordados sem anestésico no drama feminista do diretor Sebastián Schindel. Impossível não pensar como o Brasil continua na companhia dos países árabes, africanos e dos mais atrasados latino-americanos quando se fala dos direitos da mulher. De bônus, show da veterana Cecilia Roth, do almodovariano Tudo Sobre Minha Mãe.

Foto do filme Crimes de Família com uma pequena foto de Raul Juste Lores
Crimes de Família: disponível no Netflix Divulgação/Divulgação

Obra-prima cinco-estrelas – Miguel Barbieri Jr.

São poucos os cineastas que, em seu longa-metragem de estreia, conseguem fazer uma obra-prima. A atriz Bárbara Paz, com dedicação ímpar, realiza o feito em Babenco — Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, escolhido pelo Brasil para concorrer a uma vaga na categoria de melhor filme internacional no Oscar 2021 e disponível no NOW e Looke. Bárbara viveu com o diretor Hector Babenco de 2007 até a morte do cineasta, em 2016, aos 70 anos. Seu registro é, além de uma declaração de amor ao amado, um baú de recordações. Rodado em preto e branco, faz uma excelente colagem dos momentos de Babenco no cinema, desde O Fabuloso Fittipaldi (1973) até o derradeiro e autobiográfico Meu Amigo Hindu (2015), e também de registros íntimos, em casa e em hospitais. Raras vezes um legado, seja de uma filmografia, seja de uma personalidade, seja do próprio cinema, conseguiu resultado tão primoroso.

Foto ilustrando Babenco — Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou e uma pequena foto de Miguel Jr.
Babenco — Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou: disponível no NOW e no Looke Divulgalção/Divulgação

Magnetismo extraordinário – Arnaldo Lorençato

É preciso adiantar que Rosa & Moma, da Netflix, é um dramalhão despudorado — o roteiro foi desenvolvido a partir do romance de Romain Gary A Vida pela Frente. Eterna diva, Sophia Loren resolveu dar uma forcinha ao filho e cineasta Edoardo Ponti e protagonizar aos 86 anos madame Rosa, ex-prostituta judia que vira mãe postiça de órfãos e filhos de mulheres em apuros. Seu maior desafio é manter na linha Momo, um garoto senegalês muçulmano envolvido com o tráfico. Com magnetismo extraordinário, a grande atriz dá vida à mulher que sofre com os efeitos devastadores da prisão em um campo de concentração durante a II Guerra. Essa dor não a impede de estabelecer uma relação de afeto e respeito com o adolescente aparentemente indomável.

Foto ilustrando Rosa & Momo e uma pequena foto de Arnaldo
Rosa & Moma: disponível no Netflix Divulgação/Divulgação

A jornada é mais importante – Alessandra Balles

Embalada por linda trilha sonora, a animação Soul, no Disney+, vai fundo em uma das questões mais antigas da humanidade: “Qual o sentido da vida?”. Joe, o protagonista, é um professor de música frustrado, que sonha em tocar com grandes nomes, mas sofre um acidente quando isso está prestes a acontecer. Sua alma vai para um centro onde deve trabalhar com almas em treinamento, como 22, que não quer encarnar por não saber sua missão. Nessa busca, é difícil que o espectador também não mergulhe em suas próprias reflexões e conclusões, como a que não é preciso estar tudo como o sonhado para ser feliz. Diferentemente do que pode parecer nos posts do LinkedIn, o propósito da vida é viver.

Foto ilustrando Soul e uma pequena foto de Alessandra
Soul: disponível no Disney+ Divulgação/Divulgação

Chance ao presente – Helena Galante

Para quem se interessa pelo funcionamento da mente — e pelo inegável poder das emoções —, Viver Duas Vezes, que chegou em 2020 à Netflix, é puro deleite. Numa mistura de melancolia e humor que me lembrou o saudoso Pequena Miss Sunshine, lá de 2006, o filme espanhol acompanha o professor de matemática aposentado Emilio, vivido com graça por Oscar Martínez. Com compreensível dose de amargor, ele começa a sentir os efeitos do processo de perda de memória causado pela doença de Alzheimer. Antes das lembranças sumirem completamente, porém, ele decide realizar um desejo: reencontrar seu primeiro amor. Para isso, ele e a família embarcam numa viagem de carro cheia de percalços (bastante previsíveis nos filmes do gênero, mas ainda assim divertidos). As cores do passado, que sempre parecem mais vibrantes quando revisitadas, estão lá, mas é o sabor do presente que emociona quem assiste ao filme. A relação com a neta espertinha, papel da excelente revelação Mafalda Carbonell, é o ponto alto.

Foto ilustrando Viver Duas Vezes e uma pequena foto de Helena
Viver Duas Vezes: disponível no Netflix Divulgação/Romero Cruz/Divulgação

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Devagar se chega ao fundo – Tatiane de Assis

Às vezes, gosto de clicar nos filmes na Netflix sem ler muita coisa, e assim fiz quando vi Quando a Vida Acontece, da diretora austríaca Ulrike Kofler. A priori inofensiva, a história do casal Alice (Lavinia Wilson) e Niklas (Elyas M’Barek) se mostra bastante conturbada. As discussões sobre a construção da nova casa são um dos indícios das desavenças silenciosas entre os dois, que têm no centro a vontade não realizada de ter um filho. Um aborto traumático, a atração de Niklas por uma nova vizinha e o suicídio de um outro novo conhecido tornam a trama, de dores dilatadas, uma boa opção para quem não se importa em ir fundo e em ritmo lento.

Foto ilustrando Quando a Vida Acontece e uma pequena foto de Tatiane
Quando a Vida Acontece: disponível no Netflix Divulgação/Divulgação

Polêmica que rendeu gritaria – Vinícius Tamamoto

No início na puberdade, o que Amy busca é comum a todos nós: descobrir seu lugar no mundo. A periferia de Paris, no entanto, não tem muito a oferecer, e é através do modo adulto de agir que ela passa a se afirmar. Alvo de gritaria conservadora, o filme Mignonnes, no catálogo da Netflix, expõe, sim, a sexualidade precoce, mas a obra vai muito além ao retratar solidão, pertencimento, pobreza, feminismo e tantos outros temas profundos. Há exatas duas décadas, eu tinha 11 anos e estudava em uma escola (pública) onde minhas colegas dançavam tal qual Amy no recreio. Mignonnes se passa na França, mas poderia ser em qualquer borda de São Paulo. Seria melhor não ver?

Foto ilustrando Mignonnese uma pequena foto de Vinícius
Mignonnes: disponível no Netflix Divulgação/Divulgação

A força é toda delas – Juliene Moretti

Assisti ao longa Adoráveis Mulheres no cinema semanas antes da pandemia. O título me remete às boas discussões sobre escritoras femininas que tinha com a minha irmã. A direção de Greta Gerwig e o elenco são outros dois atrativos do filme, que traz a história de quatro irmãs destinadas pela sociedade ao casamento. Jo, por exemplo, não aceita. Uma das minhas cenas favoritas é quando ela fala da solidão de tentar um caminho diferente. Outro bom diálogo é o de Amy com Laurie, em que ela explica como o casamento não passa de um acordo financeiro. Na onda da série Bridgerton, vale conferir no Looke.

Foto ilustrando Adoráveis Meninas e uma pequena foto de Juliene
Adoráveis Mulheres: disponível no Looke Divulgação/Divulgação

Trilha sonora romântica – Marcelo Cutti

Paraíso Perdido, da cineasta Monique Gardenberg (de Benjamim e Ó Paí, Ó), é um filme envolvente que trata de relações afetivas de maneira inclusiva. Disponível na Netflix, conta a história de uma família disfuncional comandada pelo patriarca viúvo José (Erasmo Carlos, grande surpresa do elenco), dono do nightclub Paraíso Perdido. Ali, os preconceitos ficam do lado de fora. No palco do endereço paulistano, músicas populares românticas (e por vezes bregas) de Odair José, Roberto Carlos, Reginaldo Rossi, Raul Seixas e Belchior, entre outros compositores, são interpretadas. Mais que pano de fundo, a trilha sonora é que garante fluidez à trama, de conclusão inesperada. Completam o bom time de atores Marjorie Estiano, no papel de Milene; Seu Jorge, que vive o motoboy Teylor; Jaloo, que interpreta Imã, neto de José; e Lee Taylor, o policial Odair.

Foto ilustrando Paraíso Perdido e uma pequena foto de Marcelo
Paraíso Perdido: disponível na Netflix Divulgação/Divulgação

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Emoção eterna dos anos 80 – Sérgio Quintella

Não é fácil entender o começo de Era Uma Vez na América (1984), de Sergio Leone, mas vale passar os quarenta minutos iniciais (são mais de três horas). Com trilha sonora inesquecível produzida por Ennio Morricone, o filme, disponível na Amazon Prime Video, retrata a amizade entre Noodles, interpretado por Robert De Niro, e Max, personagem de James Woods. Ambos começam a vida no crime praticando pequenos furtos. O negócio cresce e, em meio à Lei Seca daquela Nova York dos anos 1930, o amor de Noodles pela bailarina Deborah (primeiro Jennifer Connelly e depois Elizabeth McGovern) gera emoção, atenção e repulsa.

Foto ilustrando Era Uma Vez e uma pequena foto de Sérgio
Era Uma Vez na América: disponível na Amazon Prime Video Divulgação/Alexandre Battibugli/Veja SP

Utopia sem cores na televisão – Humberto Abdo

Quem não sonharia em fazer parte de um universo sem problemas ou ameaças? Esse pode ter sido o desejo de muitos em 2020, assim como é o sonho de David (Tobey Maguire) em Pleasantville — A Vida em Preto e Branco, na HBO GO. Fã de uma novela dos anos 50, o garoto mergulha sem querer na TV e passa a fazer parte do roteiro certinho e puritano de seu seriado favorito. Ao lado da transgressora irmã Jennifer (Reese Witherspoon), no entanto, ele descobre que um mundo “preto no branco” costuma deixar de lado a paixão, o sabor e as cores da vida real.

Foto ilustrando Pleasantville — A Vida em Preto e Branco e uma pequena foto de Humberto
Pleasantville — A Vida em Preto e Branco: disponível no HBO GO Divulgação/Maria Carolina Matheus da Silva/Divulgação

Infância nazista cheia de ironia – Gabriela Del’Moro

Vencedor da categoria de melhor roteiro adaptado no Oscar de 2020, o filme do neozelandês Taika Watiti Jojo Rabbit, no NOW e Telecine Play, foi um refresco nos retratos da II Guerra. Através dos olhos de Jojo (Roman Griffin Davis), menino nazista de 10 anos que tem Adolf Hitler (Watiti) como amigo imaginário, o doloroso conflito é traçado numa mistura de comédia, ironia e drama. Com a descoberta de que a sua mãe (Scarlett Johansson) escondia em casa uma jovem judia (Thomasin McKenzie), o protagonista vai amadurecendo e adquirindo brava empatia, quase uma lição para os dias atuais.

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Foto ilustrando Jojo Rabbit e uma pequena foto de Gabriela
Jojo Rabbit: disponível no NOW e Telecine Play Divulgação/Divulgação

A caçula mais brilhante – Alice Padilha

Um dos trunfos de Enola Holmes, na Netflix, é o elenco de estrelas. Embora seja difícil dissociá-la da Eleven, de Stranger Things, Millie Bobby Brown está ótima como a protagonista, irmã caçula de Sherlock (Henry Cavill) e Mycroft (Sam Claflin). Quando sua mãe (a fantástica Helena Bonham Carter) sai de casa sem aviso, Enola parte em uma jornada em busca de pistas sobre seu paradeiro. Sua inteligência deixará o espectador intrigado. As interações de Brown com o público chegam na medida certa.

Foto ilustrando Enola Holmes e uma pequena foto de Alice
Enola Holmes: disponível na Netflix Divulgação/Divulgação

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Um breve périplo da fossa – Saulo Yassuda

Se, como eu, você gosta de road movies e filmes de andanças verborrágicas (alô, trilogia Antes do Amanhecer/do Pôr do Sol/da Meia-Noite), 45 Dias Sem Você tem um pouco disso tudo. Rafael (Rafael de Bona) acaba de ser abandonado pelo namorado. Com a intenção de se curar da dor de cotovelo, pega o avião e sai do Brasil para visitar amigos expatriados pelo mundo. Começa aí o delicioso e breve périplo da fossa. O draminha sentimental de Rafael é só uma desculpa para a gente poder espiar as caminhadas dele pelas ruas de Londres, Paris, Coimbra e Buenos Aires, e ver cenários sedutores, ouvir diálogos sobre tudo e sobre nada e compartilhar dos conflitos dos amigos do protagonista. Telecine Play.

Foto ilustrando 45 Dias Sem Você e uma pequena foto de Saulo
45 Dias Sem Você: disponível no Telecine Play Divulgação/Divulgação

Crítica ao fanatismo – Pedro Carvalho

Uma história sombria, vivida no Meio-Oeste americano no pós-guerra. O protagonista de O Diabo de Cada Dia, na Netflix, é um garoto sofrido, corajoso e violento interpretado por um inspirado Tom Holland. Enquanto se vinga de um padre abusador, ele luta para remediar os próprios traumas. Dirigido por Antonio Campos (filho do jornalista Lucas Mendes), é uma crítica ao fanatismo religioso. Na trama, as pessoas mais devotas são as mais desprezíveis — e o protagonista, exceção que não se move pela fé, tem tamanha dignidade que nós conseguimos perdoar seus pecados.

Foto ilustrando O Diabo de Cada Dia e uma pequena foto de Pedro
O Diabo de Cada Dia: disponível na Netflix Divulgação/Divulgação

Lembrete para olhar o outro – Fernanda Campos Almeida

Não é preciso gostar de filmes de super-heróis para apreciar Coringa (HBO GO), que foca um dos vilões mais famosos das HQs e defende que é a sociedade, na verdade, que enlouquece o protagonista. Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) é um comediante de stand-up fracassado que sofre uma sequência de tragédias e perdas pessoais até se transformar em um criminoso. Com roupas de cores berrantes e maquiagem de palhaço, é impossível reconhecê-lo como o homem inocente que inicia o filme. A cidade de Gotham e suas tensões sociais e econômicas são tão contemporâneas que Coringa segue como lembrete de que deveríamos nos preocupar mais com o próximo em 2021.

Foto ilustrando Coringa e uma pequena foto de Fernanda
Coringa: disponível na HBO GO Divulgação/Divulgação

Diplomacia e o grande amor – Guilherme Queiroz

Ana de Armas e Wagner Moura em um romance já bastariam para ver Sérgio, na Netflix. Mas o longa também é uma aula de relações internacionais. Sérgio Vieira de Mello foi um diplomata que morreu quando comandava uma missão da ONU no Iraque. Além do cenário árido, o filme revisita memórias do brasileiro em outras tarefas diplomáticas, uma delas no Timor-Leste, quando conhece a argentina Carolina Larriera. Baseado em fatos reais (com doses de ficção), o filme mostra a vida de um homem que viveu pelo trabalho, até conhecer o “grande amor”.

Foto ilustrando Sérgio e uma pequena foto de Guilherme
Sérgio: disponível na Netflix Divulgação/Divulgação

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Para tempos difíceis: livros e amor – Juliana Bueno

Juliet é uma escritora que vive em Londres e procura inspiração para seu próximo livro. Ao receber uma carta de um desconhecido e engatar numa troca de correspondências, ela toma conhecimento do clube de leitura que alguns moradores de Guernsey formam inesperadamente, A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata (Netflix). Ela decide ir até a pequena comunidade atrás de material para escrever e acaba construindo profundos relacionamentos com os moradores.

Foto ilustrando A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata e uma pequena foto de Juliana
A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata: disponível na Netflix Divulgação/Divulgação

“Tudo que nóiz tem é nóiz” – César Costa

AmarElo — É Tudo pra Ontem, na Netflix, veio aos 45 segundos do segundo tempo de 2020 e chega com uma enorme carga emocional. O documentário tem o histórico show de Emicida no Theatro Municipal, em novembro de 2019, como fio condutor, alternando bastidores da criação das músicas do disco e recortes da história negra no Brasil, retratando personagens como Lélia Gonzalez e Abdias do Nascimento. Samba, “o Brasil que deu certo”, é um dos principais protagonistas da produção. AmarElo, o filme e o próprio álbum, é um alento num momento em que o mundo está tão separado. Traz uma energia para todos se sentirem um de novo.

Foto ilustrando Emicida com um coração amarelo ao fundo e uma pequena foto de César
AmarElo — É Tudo pra Ontem: disponível na Netflix Divulgação/Divulgação

Vozes femininas silenciadas – Gabriela Amorim

O longa A Vida Invisível, que tem adaptação do romance de Martha Batalha e direção de Karim Aïnouz, se passa no Rio de Janeiro da década de 50. A trama aborda a vida de duas irmãs, Eurídice (Carol Duarte) e Guida (Julia Stockler), duas mulheres ambiciosas e de personalidades opostas que acabam se separando por intervenção do pai — e da vida. O filme traz a história de diversas mulheres que sofrem por causa do patriarcado, dor ainda visível (para quem quiser enxergar) até na sociedade atual. Para avivar a emoção tropical, a participação final da atriz Fernanda Montenegro deixa muitas vezes os espectadores em lágrimas, pela empatia gerada pelas fortes narrativas. Está disponível no NOW.

Foto ilustrando A Vida Invisível e uma pequena foto de Gabriela
A Vida Invisível: disponível no Now Divulgação/Divulgação

Coração quentinho de emoção – Mariani Campos

Eu, que sou fã de carteirinha de animações, não contive as lágrimas (de alegria) ao rever na Netflix O Castelo Animado, clássico do Estudio Ghibli. A personagem Sophie, insegura sobre a própria aparência e sua vida, conhece o fabuloso Howl, um bruxo bonitão que arrasta a protagonista para um mundo de encantamento e aventura. É uma história de amor e reencontros, ótima para ver em família ou se emocionar sozinho no sofá. A trilha sonora impecável ainda vem de bônus para completar a emoção.

Ilustração de O Castelo Animado e uma pequena foto de Mariani
O Castelo Animado: disponível na Netflix Divulgação/Divulgação

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Publicado em VEJA São Paulo de 13 de janeiro de 2021, edição nº 2720

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