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Uma entrevista com o diretor de Faroeste Caboclo, aplaudido ontem no Festival de Toronto

Faroeste Caboclo é o representante brasileiro da 38ª edição do Toronto International Film Festival, que vai até dia 15 de setembro, no Canadá. A sessão para a imprensa foi um sucesso e, ontem à noite, o público aplaudiu ao fim da projeção. Direto de Toronto, o diretor René Sampaio falou como seu filme foi recebido. […]

Por Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em 27 fev 2017, 00h16 - Publicado em 11 set 2013, 18h33

Faroeste Caboclo é o representante brasileiro da 38ª edição do Toronto International Film Festival, que vai até dia 15 de setembro, no Canadá. A sessão para a imprensa foi um sucesso e, ontem à noite, o público aplaudiu ao fim da projeção. Direto de Toronto, o diretor René Sampaio falou como seu filme foi recebido.

Fabrício Boliveira e Isis Valverde: o casal de Faroeste Caboclo

Como foi a reação da crítica e do público? Tivemos uma ótima avaliação do portal Indiewire, que é uma referência para a indústria do cinema independente. E, num festival como o de Toronto, onde há muita coisa boa, despertar a atenção da crítica já é motivo para comemorar. O público também nos prestigiou de maneira surpreendente na estreia, ontem à noite. A sala, de quase 400 lugares, estava cheia. A maior parte da plateia era formada por estrangeiros, gente do mundo. Ao fim da sessão, o filme foi aplaudido, com gritos de “uhu”! Foi emocionante!

Qual a importância do Festival de Toronto na carreira do filme? Toronto não é um festival competitivo. Há apenas um prêmio, o de público, e é claro que ficaremos muito felizes se Faroeste for escolhido pelos espectadores. O mais importante deste festival é que ele é a vitrine dos filmes que, mais tarde, serão indicados ao Oscar. Foi o que aconteceu com Quem Quer Ser um Milionário (2008), Guerra ao Terror (2009), O Discurso do Rei (2010) e Argo (2012). Todos tiveram a estreia internacional aqui em Toronto. O Segredo dos Seus Olhos (2009), último longa-metragem latino-americano a vencer o prêmio de melhor filme estrangeiro, também estreou aqui.

Além da história de amor, como os estrangeiros entendem a história de Faroeste Caboclo? O público entende que o filme dialoga com a nossa realidade, mas que se trata de uma obra de ficção. É curioso também perceber que, como o público estrangeiro não tem a referência da música do Renato Russo, há uma expectativa diferente com relação ao filme.

O diretor René Sampaio (à esq.) comemora o sucesso do filme em Toronto

O diretor René Sampaio (à esq.) comemora com Fabrício Boliveira, em Toronto, ao lado das produtoras Denise Hughes e Bianca de Felippes

Mas eles sabem que foi inspirado numa música do Renato Russo, que toca no fim do filme? Sabem! E ficam muito curiosos sobre o que exatamente diz a música. Tanto que estamos pensando em criar um link no YouTube com a música legendada para que os estrangeiros possam entender melhor de onde nasceu o filme.

Como um diretor brasileiro é recebido num festival como Toronto? Há dois pontos aqui: público e produtores. Foi uma grande surpresa ter sido acolhido de forma tão calorosa por uma plateia que não é formada por brasileiros. Mas o interessante é que, apesar disso, os estrangeiros vibram da mesma forma que nós ao ver o filme. Eles entendem todas as nuances da história do filme e ficam encantados ao descobrir que Faroeste dialoga com outra forma de arte – a música. Com relação aos produtores, o que mais os impressiona é a qualidade do longa-metragem, principalmente quando se sabe quanto custou. Muitos me disseram que era impossível fazer um filme com esse com um orçamento de R$ 7 milhões. Mas nós fizemos!

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