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Liga da Justiça de Zack Snyder fica aborrecido e interminável com 4 horas

O filme está disponível nas plataformas digitais e o aluguel custa R$ 50,00

Por Miguel Barbieri 19 mar 2021, 12h59

Quando Liga da Justiça foi lançado, em novembro de 2017, eu dei duas estrelas e terminei minha avaliação dizendo que “o longa-metragem, ao menos, é enxuto e as duas horas de duração passam rápidas”. Eis que, agora, o diretor Zack Snyder fez a sua versão para o filme – e com quatro horas de duração!

Snyder havia sido afastado da versão original por vários motivos, inclusive a triste morte de sua filha. E, quando Liga da Justiça estreou, quase ninguém gostou do encontro dos super-heróis da DC. Snyder catou o material que havia sido descartado e fez o Liga da Justiça de Zack Snyder, como está sendo chamado no Brasil e disponível nas plataformas de aluguel, só até 7 de abril, por salgados R$ 50,00.

Na minha opinião, é preciso ser muito fã para gastar essa grana e ver mais do mesmo. E pior: com cenas que nada acrescentam (pelo contrário) e deixam Liga da Justiça in-ter-mi-ná-vel (!). Confesso que perdi quatro horas do meu preciso tempo, que poderia ter sido gasto com duas novidades ou parte de uma série. Até cronometrei a entrada dos personagens. Durante uma hora e meia (!!), a trama mostra o empenho de Bruce Wayne (o Batman) e de Diana (a Mulher-Maravilha) em convencer outros heróis a se juntar ao time e, assim, derrotar o Lobo da Estepe. É a hora da entrada de Flash, Cyborg e Aquaman. O Superman só vai surgir aos 45 do segundo tempo, ou seja, nos 45 minutos finais.

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A estrutura é a mesma do “primeiro” filme, finalizado pelo diretor Joss Whedon (de dois Vingadores). O que Snyder faz é dar mais tempo para que os personagens sejam “melhor construídos” e acrescenta ao desfecho uma narração em off e uma cena com o Coringa, que fica deslocada do restante. Mais longo, o filme ficou mais arrastado, aborrecido e… confuso. Os efeitos visuais, que já eram ruins, ficam ainda piores na tela da TV (por maior que ela seja). Não há emoção, os diálogos continuam patéticos e ação de gibi lembra a dos videogames. Se tivesse que dar uma avaliação, Liga da Justiça de Zack Snyder perderia uma estrela.

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