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Em ‘Eu Sou Sua Mulher’, Rachel Brosnahan constrói uma protagonista forte

Ao contrário do que sugere o título e a ambientação nos anos 70, o roteiro não é uma história sobre submissão

Por Helena Galante Atualizado em 17 dez 2020, 15h49 - Publicado em 18 dez 2020, 06h00

O título Eu Sou Sua Mulher e a ambientação na década de 70 podem indicar uma trama de submissão. Mas Rachel Brosnahan (que ganhou o Globo de Ouro por The Marvelous Mrs. Maisel) constrói a personagem Jean com doses crescentes de força. Na primeira cena, a dondoca sustentada pelo trambiqueiro Eddie (Bill Heck) enfrenta a “grave” situação de dar um jeito de arrancar a etiqueta do robe.

Na sequência, porém, tem de lidar com a chegada de Harry, um bebê trazido por Eddie para ser o filho do casal, e logo fugir com o pequeno para escapar de uma perseguição dos companheiros de crime do marido. Quem a ajuda são Cal (Arinzé Kene) e Teri (Marsha Stephanie Blake). O passado de ambos é surpreendente, mas a resiliência da protagonista será ainda mais. Prime Video.

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Publicado em VEJA São Paulo de 23 de dezembro de 2020, edição nº 2718.

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