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Entrevista: Murilo Rosa e o desafio de ser cantor em Vazio Coração

Em férias das novelas desde que terminou a esquecível Salve, Jorge, Murilo Rosa volta aos cinemas nesta sexta-feira na estreia do drama familiar Vazio Coração. Já havia entrevistado Murilo no lançamento de Aparecida – O Milagre. Tanto antes quanto agora, a simpatia do ator e a empolgação para falar do trabalho são contagiantes. Em Vazio […]

Por Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em 26 fev 2017, 23h30 - Publicado em 21 nov 2013, 18h34

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Em férias das novelas desde que terminou a esquecível Salve, Jorge, Murilo Rosa volta aos cinemas nesta sexta-feira na estreia do drama familiar Vazio Coração. Já havia entrevistado Murilo no lançamento de Aparecida – O Milagre. Tanto antes quanto agora, a simpatia do ator e a empolgação para falar do trabalho são contagiantes. Em Vazio Coração, ele interpreta um cantor sertanejo-romântico que tem tudo na vida – menos o amor do pai, que cortou relações com ele após a morte da esposa.

O que você gosta de ouvir? Sou muito eclético. Antes de tudo, Chico Buarque, que é o maior letrista da história da MPB. Mas curto de Coldplay a Bob Dylan, de Beatles a Rolling Stones. Gosto muito da dupla Victor & Leo, assim como acho Legião Urbana a maior banda de rock da história. Vi o filme Somos Tão Jovens e achei um risco e uma vitória do Thiago Mendonça em fazer o papel do Renato Russo.

Como surgiu o convite para fazer Vazio Coração? Eu atuava na novela Desejo Proibido com o Othon Bastos quando ele me contou que iria atuar num filme de um diretor de Goiás. Eu sou de Brasília e tenho muita simpatia por aquela região. O diretor, Alberto Araújo, me enviou o roteiro e gostei do desafio de cantar. Aliás, foi isso que me deu vontade de fazer o filme.

Você já tinha alguma experiência no canto? Até então, só havia cantado no banheiro (risos). Eu sempre tive a voz afinada, mas acabei focando em trabalhos de interpretação. Me envolvi demais no filme, tanto que acabei escolhendo as músicas que meu personagem canta.

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De quem são as canções? As letras são do próprio diretor do filme, Alberto Araújo, e a melodia é de William Borges, o produtor musical.

Precisou ter aulas de canto? Preferi não ter um professor. Ao fazer aulas de canto, iria receber uma orientação. Como não sou cantor e o personagem é fictício, eu tinha de encontrar o meu jeito de cantar. E também tinha uma condição para fazer o filme: pedi para cantar ao vivo.

Teve alguma cena que te deu receio na hora de cantar? Na primeira sequência do filme, eu cantei para mais de 30 000 pessoas em Uberlândia. Era um show com as duplas Bruno & Marrone e Fernando & Sorocaba e eu me encaixei no show para fazer a cena.

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E a cena final, gravada no hotel de Araxá? Foram usadas oito câmeras e convidados da cidade fizeram a figuração na plateia. Para este show final, ensaiamos apena um dia e gravamos no dia seguinte. Se o personagem fosse feito por um cantor, acredito que ele precisaria de muito mais tempo. A apresentação foi direta e eu cantei oito músicas.

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Deve ter sido emocionante… Cantei sem pretensão. Como sou ator, fui atrás de cantar com sentimento. Já notou que grandes cantores, como Roberto Carlos e Fábio Júnior, não cantam nem a metade do que os concorrentes do The Voice? E tem um motivo: esses ídolos cantam com emoção e sentimento.

Tem vontade de virar cantor? Enquanto ator, eu sou vários. Como cantor, seria apenas um. Não quero ser cantor, mas a experiência foi gostosa e uma portinha foi aberta. Posso, quem sabe, fazer um musical no teatro ou mesmo um show. Para começar, O CD com as músicas do filme está sendo lançado.

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Como foi a reação das plateias nas pré-estreias? Muito emocionante. Eu resumo o filme como sendo uma homenagem à família. Meu personagem, o cantor Hugo Kari, é um cara que tem tudo na vida, mas nunca desistiu da família e quer reconquistar o amor do pai. Para mim, a mensagem está clara: “tente fazer alguma coisa enquanto há tempo”.

Qual o próximo filme? Eu abri uma produtora e tenho novos projetos para serem discutidos. O primeiro deve ser uma comédia com roteiro de Paulo Halm (de Amores Possíveis e Pequeno Dicionário Amoroso), ainda sem nome, e direção de Pedro Vasconcelos (O Concurso). As filmagens devem começar em abril de 2014.

E sua volta à TV? Estou em férias das novelas, mas me chamaram para apresentar o programa Sintonize. É um especial que abre a temporada de fim de ano da Globo e vai ao ar dia 8 de dezembro. É ligado à música sertaneja, por coincidência. O primeiro show foi gravado em Goiânia para 60 000 pessoas.

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