Cinco anos sem o ator Heath Ledger

Não poderia deixar passar a data em branco. O tempo voa e, há cinco anos, a morte de Heath Ledger chegava como uma bomba à mídia. Muitos se lembram (e eu também) onde estavam quando morreu Elis Regina ou Ayrton Senna. Com Heath Ledger, me recordo bem: o Jornal Nacional anunciou que o ator havia […]

Não poderia deixar passar a data em branco. O tempo voa e, há cinco anos, a morte de Heath Ledger chegava como uma bomba à mídia. Muitos se lembram (e eu também) onde estavam quando morreu Elis Regina ou Ayrton Senna. Com Heath Ledger, me recordo bem: o Jornal Nacional anunciou que o ator havia sido encontrado morto em Nova York, provavelmente vítima de uma overdose. Dias depois, divulgaram que a causa foi uma avalanche de medicamentos para dormir. Lamentei muito a morte de Heath Ledger. Ele tinha apenas 28 anos.

O que mais me comoveu foi a perda de um ator tão promissor e eclético. Ledger era galã, como em O Patriota, Coração de Cavaleiro e Casanova, podia viver um surfista maconheiro (Os Reis de Dogtown) ou um monge (O Devorador de Pecados). Mas foi em O Segredo de Brokeback Mountain (foto acima) que ele me conquistou de vez. Além de um filme magnífico, sua atuação como o cowboy casado que tem um relacionamento de anos com outro homem (Jake Gyllenhaal) beirou o sublime e rendeu-lhe uma indicação ao Oscar. Impossível esquecer a cena final do filme de Ang Lee, quando o personagem de Ledger abre um armário e encontra a camisa do amante.

São interpretações como esta e na avassaladora performance como o Coringa (foto acima) de Batman – O Cavaleiro das Trevas que Ledger se destacava dos demais (ele levou um Oscar póstumo de coadjuvante pelo papel). Era um ator que vestia a camisa e ganhava a alma de seus personagens. Talvez, justamente, por ir além do trivial que Ledger não suportou o peso de um personagem (o vilão Coringa) e se entregou, acidentalmente, à fatal dose de calmantes. Hoje, não há astros como James Dean ou Marilyn Monroe, que, mortos precocemente, viram mitos. Heath Ledger, certamente, será esquecido pela próxima geração. Seu legado, contudo, vai ficar perene na memória de fãs como eu.

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