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Antonio Leão, pesquisador do cinema brasileiro, morre aos 63 anos

O escritor deixou um legado incomparável com dicionários de artistas e realizadores nacionais

Por Miguel Barbieri 19 nov 2020, 10h51

Antonio Leão da Silva Neto foi um incansável pesquisador do cinema brasileiro. Ontem, aos 63 anos, ele perdeu uma batalha contra um câncer, no qual lutava há um ano, agravado por uma infecção.

Em 2017, fiquei feliz em receber um exemplar de Super-8 no Brasil – Um Sonho de Cinema, um livro de 623 páginas, onde Leão catalogava 5519 filmes e 3370 realizadores que usaram o formato. E, por incrível que pareça, lá estava meu nome entre os cineastas, já que, nos anos 80, eu havia feito dois curtas-metragens, Cor de Espelho e Américo Eternamente Brasiliense. Até hoje eu me pergunto onde Leão conseguiu informações tão detalhadas, que incluíam fichas técnicas que nem me lembrava mais.

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Nascido em São Paulo em 1957, Leão colecionava, desde o fim dos anos 60, filmes em bitola 16mm. A partir da década de 90, começou a catalogar atores de filmes em fichas tipográficas. Foi daí que nasceu o livro Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro, de 1998, com 1400 biografias de artistas brasileiros e uma publicação pioneira do gênero. Leão não parou por aí. Escreveu e lançou, muitas vezes sem patrocínio e com verba própria ou em esquema de “vaquinha”, o Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média-Metragens, onde cadastrou mais de 18 mil filmes com duração de até 60 minutos. Em 2009, veio o Dicionário de Filmes Brasileiros – Longa-metragem. Um ano depois, lançou Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro e o Dicionário de Fotógrafos do Cinema Brasileiro. Seu derradeiro trabalho foi a Enciclopédia Mazzaropi de Cinema, lançada na Cinemateca em outubro do ano passado. 

Seus livros foram e são fontes de referência em bibliotecas, universidades e também nas redações jornalísticas, principalmente para quem trabalha com cinema, como eu. Leão deixa um legado incomparável.

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