Relembre palhaços históricos brasileiros

Vindos do circo, ou criados para a televisão, eles fizeram história no país

A arte do circo mudou muito nos últimos 100 anos, e seu maior representante, o palhaço, também teve que se adaptar aos novos tempos. Geralmente vindos de famílias ligadas diretamente ao mundo circense, a maioria dos palhaços que fizeram história no Brasil migraram para a televisão durante suas carreiras, e assim atingiram um número muito maior de pessoas, mesmo naqueles longínquos anos. Outros foram criados já para esta nova mídia e continuam a alegrar crianças e adultos até hoje. Relembre alguns clássicos representantes da arte de fazer rir no circo, e também aqueles que fizeram das mídias eletrônicas o seu picadeiro.

 

  • Arrelia

Vindo de uma família inteira de circo, Waldemar Seyssel atuou nos palcos desde os 6 anos de idade. Foi o primeiro da família a deixar o circo para trabalhar na televisão em 1953, e em 1955 já tinha seu próprio programa, o Cirquinho do Arrelia, na Record, que ficou no ar por onze anos. Alto e desengonçado, é um dos palhaços mais lembrados da sua geração.

 (Divulgação/Veja SP)

 

 

  • Pimentinha

Walter Seyssel era sobrinho do palhaço Arrelia, mais um da família que acabou indo para a televisão. Trabalhou com o tio no programa Cirquinho do Arrelia e fez até um filme com os Trapalhões em 1975.

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  • Carequinha

Era um dos maiores sucessos na televisão nos anos 60. Transmitido em rede nacional pela Tupi, ele também fazia programas regionais pelo Brasil todo. George Savalla Gomes também veio de uma família de circo, e foi para a TV ainda nos anos 50. Na década de 90 teve um programa na Manchete, cujo formato migrou depois para o Clube da Criança, da Xuxa, depois Angélica.

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  • Torresmo

A história de Brasil José Carlos Queirolo, o Torresmo, na telinha se confunde com a própria história da televisão no Brasil. Ele também veio de uma família de circo, e após uma apresentação no programa de Luiz Gonzaga, foi convidado a ter um programa na recém inaugurada TV Tupi de São Paulo, em 1950. Em quase quarenta anos de programas, passou por todas as emissoras de TV, primeiro em companhia de seu amigo, o Palhaço Fuzarca, e depois com o próprio filho, conhecido como Pururuca.

 (Divulgação/Veja SP)

 

 

  • Piolin

O mais conhecido palhaço brasileiro,  também chegou a ser considerado o melhor do mundo. Abelardo Pinto nasceu em um circo no final do século XIX e, em 1922, durante a Semana de Arte Moderna em São Paulo, foi aclamado por intelectuais como sendo o legítimo artista tipicamente brasileiro. Viveu sua vida toda em circo, participando esporadicamente de programas de televisão, mas sempre como convidado. O dia 27 de março, dia de seu nascimento, é comemorado o Dia Nacional do Circo.

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  • Chicharrão

José Carlos Queirolo era o único brasileiro entre sete irmãos, mas nasceu no Brasil por acaso. Seus pais eram donos do circo Irmãos Queirolo, que estava na cidade de Rivera, no Uruguai. Literalmente do outro lado da rua era a cidade de Livramento, no Rio Grande do Sul. Seus pais se apresentavam no Uruguai, mas se hospedavam no Brasil, onde ele acabou nascendo, em 1889. Viveu sua vida toda no circo, e sua prole continuou o legado: ele é pai do Palhaço Torresmo, e avô de Pururuca.

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  • Fuzarca

Albano Pereira Neto nasceu em 1913 e foi um dos pioneiros a levar a arte do circo para a televisão, com o amigo Torresmo, em 1950. Eles se conheceram anos antes, no Circo Alcebíades, de propriedade do pai de Fuzarca.

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  • Atchim & Espirro

Eduardo dos Reis e Carlos Alberto de Oliveira se conheceram em 1982, e em 83 já formavam a dulpa Atchim e Espirro, no programa Turma da Pipoka, da TV Gazeta. Logo tiveram seu próprio programa, o Brincando na Paulista, na mesma emissora, e depois foram para a Bandeirantes, no Circo da Alegria. Palhaços tipicamente de televisão, gravaram diversos discos e se tornaram nacionalmente conhecidos depois de se apresentarem no Xou da Xuxa, na Globo. Se separaram por um tempo, mas voltaram à ativa recentemente.

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  • Patati & Patatá

Nos anos 80, Patati Patatá era o nome de um grupo de teatro que viajava pelo país fazendo apresentações circenses. No início da década de 90, eles se tornaram a dupla de palhaços Patati e Patatá, que fazia apresentações em circos e programas de TV. Lançando discos com músicas infantis a partir de 1992, e DVDs a partir de 2004, eles se tornaram uma febre entre as crianças, e esse sucesso os levou a ter seu próprio programa no SBT a partir de 2011. Atualmente eles têm um programa na Discovery Kids, que também é exibido pelo SBT.

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  • Bozo

Não é um palhaço brasileiro, e sim personagem vivido por diversos atores diferentes. Trata-se de uma criação americana que se espalhou pelo mundo, como desenho animado e personagem de palco. Ainda assim, é lembrado com carinho pela geração que era criança nos anos 80, graças à repercussão de seu programa no SBT naquela década.

 (Divulgação/Veja SP)

 

 

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