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Memória Por Blog Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

Mostra recupera a história do Edifício Planalto, inaugurado em 1956

Aberta até 3 de setembro, a exposição Edifício Planalto: 60 Anos de Cor em São Paulo, instalada no térreo do prédio, na rua Maria Paula, reúne desenhos de projetos arquitetônicos, registros antigos cedidos por ex-moradores, fotografias profissionais e móveis. A mostra também inclui três malas, preenchidas com diferentes artigos que poderão ser vasculhados pelos visitantes, […]

Por VEJA SP Atualizado em 26 fev 2017, 10h42 - Publicado em 18 ago 2016, 16h42
O prédio nos anos 50: ícone de estilo e cenário até de novelas (Foto: Divulgação)

O prédio nos anos 50: ícone de estilo e cenário até de novelas (Foto: Divulgação)

Aberta até 3 de setembro, a exposição Edifício Planalto: 60 Anos de Cor em São Paulo, instalada no térreo do prédio, na rua Maria Paula, reúne desenhos de projetos arquitetônicos, registros antigos cedidos por ex-moradores, fotografias profissionais e móveis. A mostra também inclui três malas, preenchidas com diferentes artigos que poderão ser vasculhados pelos visitantes, como monóculos com imagens históricas.

Localizada em frente à Câmara dos Vereadores, a torre de 26 andares foi inaugurada em 1956, tornando-se logo um ícone visual da capital pela grande diversidade de formas, cores e materiais. Foi cenário de novelas, como Amor à Vida, de 2013, e de peças publicitárias, abrigou um show room da Nike e o bar temporário Heineken Up on the Roof.

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Tem 294 apartamentos de áreas variadas, entre 44 e 127 metros quadrados. Sua concepção saiu da prancheta do paulistano João artacho Jurado (1907-1983). Filho de um anarquista espanhol, ele não chegou a concluir o primário, pois seu pai se recusava a deixar o filho realizar o juramento à bandeira, cerimônia obrigatória em escolas brasileiras há algumas décadas.

Apesar de não ter uma formação clássica em arquitetura, começou a trabalhar na área nos anos 30, intensificando sua atuação nas décadas seguintes, quando fundou a Construtora Monções. Sua estratégia era idealizar os edifícios e pedir a um engenheiro que assinasse as plantas. Essa prática o levaria a acumular muitas críticas de profissionais do ramo. A

Ainda assim, Jurado foi responsável pela construção de diversos prédios residenciais na capital, principalmente na região de Higienópolis, projetados com uma série de serviços e opções de lazer, como piscina e terraço com bar na cobertura.

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