KRI – O chocolate do barulho

O antigo Crunch dos anos 70 e 80

Veja só, a publicidade brasileira é realmente muito criativa. Uma das provas disso é que já vendemos chocolate pelo som! O chocolate Kri foi lançado em 1971 e sua principal característica, segundo o comercial, é que ele fazia muito barulho ao ser mastigado, sem dúvida uma qualidade nunca explorada num produto desse tipo.

A Nestlé, tradicionalíssima fabricante de chocolates no mundo todo, já tinha presença forte no Brasil daquela época, e lançou aqui o chocolate que já era sucesso nos Estados Unidos, Europa e Ásia, sendo que em todos esses mercados, o produto se chamava Crunch, um nome que reproduzia a onomatopeia do barulho que fazia ao mordermos o chocolate. Flocos de arroz crocantes misturados ao chocolate eram o segredo do inconfundível som. Em nosso país, o Crunch foi batizado de Kri, abrasileirando o famoso barulho. Uma extensa campanha impressa e na televisão fez o produto se tornar rapidamente uma mania entre jovens e crianças.

Comercial do lançamento do Kri, em 1971

Mais de vinte anos depois de seu lançamento por aqui, em 1992, a Nestlé adotou uma tendência mundial de globalização e rebatizou o Kri com o nome original, adequando-se assim aos outros mercados. Assim, o Kri virou Crunch também no Brasil, e permanece assim até hoje. Durante o período de transição, ambos os nomes apareciam na embalagem do produto.

Comercial do Crunch de 1992, usando o mesmo slogan do antigo Kri

Quem já é um pouco mais “experiente” e teve oportunidade de provar o Kri nos anos 70 e 80, jura de pés juntos que aquele chocolate era muito melhor do que o Crunch que veio depois. O sabor era mais marcante e até os flocos de arroz faziam mais barulho. Seja ou não verdade, o fato é que a marca Crunch é hoje em dia a terceira mais vendida pela Nestlé no mundo todo, e é um inconstestável sucesso, inclusive no Brasil.

Embalagem de transição do nome do produto, de 1992

Embalagem de transição do nome do produto, de 1992 (Reprodução/Veja SP)

Pra você, que provou o Kri, resta a lembrança de uma época em que todos os doces pareciam mais gostosos. Será que eram mesmo, ou nós, como crianças, víamos tudo com mais entusiasmo do que hoje em dia?

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